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 <DataGeracaoArquivo>Qua, 6 Set 2006 20:23:07 -0300</DataGeracaoArquivo>

 <Titulo><![CDATA[Natascha Kampusch aparece pela primeira vez em TV austríaca]]></Titulo>
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 <NomeCredito>Redação com agências internacionais</NomeCredito>
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 <Olho><![CDATA[<P>A jovem Natascha Kampusch, que ficou seqüestrada durante mais de oito anos e que está em liberdade há apenas duas semanas, apareceu hoje pela primeira vez ao público, em entrevista concedida à televisão pública austríaca "ORF". A emissora não pagou pela entrevista e prometeu destinar os dividendos da sua venda a veículos estrangeiros para um fundo que ajudará Kampusch.&nbsp;<A href="http://megaplayer.ig.com.br/home.aspx?contentId=48077&amp;autoplay=true" target=_blank><STRONG><FONT color=#0000ff>Assista ao vídeo</FONT></STRONG></A>.</P>]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[<P>Com um lenço na cabeça mostrando os cabelos louros, a jovem de 18 anos mostrou o rosto, pálido e com olhos azuis, pela primeira vez desde sua fuga há duas semanas, e diante de um público comovido por sua dramática história. </P>
<P>"Sinto-me bem, dadas as circunstâncias. O que mais faço é tentar relaxar", foram suas primeiras palavras diante das câmeras.&nbsp;Nesta quarta-feira, pela primeira vez, a população austríaca pôde ouvir a voz da jovem seqüestrada.</P>
<P>Ela afirmou amar os pais, e negou problemas com a família. Psicólogos que tratam ela, porém, disseram que ela mantém contato com a mãe, mas não havia perguntado pelo pai após o seqüestro. Os dois são divorciados. "Foi pior para eles do que para mim. Eles pensavam que eu estava morta."</P>
<P>Natascha fugiu no dia 23 de agosto da garagem em que era mantida por Priklopil. Ela correu para a casa de uma vizinha, que ficou surpresa com a situação. "Não me deixou entrar, o que me surpreendeu", recordou a jovem. Natascha temia que Priklopil "matasse a mulher, ou matasse a nós duas". A jovem recordou que alguns minutos depois apareceram dois policiais em uma viatura. "Contei que fugi e havia sido seqüestrada há oito anos." Os policiais, segundo Natascha, ficaram "desconcertados". Ela disse que já havia tentado fugir antes, pulando de um carro em movimento.</P>
<P>Ao falar do homem que a manteve presa por oito anos, a jovem afirmou que "no segundo que fugi, estava claro para mim que ele se mataria", o que de fato ocorreu horas depois de sua&nbsp;fuga, quando Priklopil se jogou sobre os trilhos de um trem.</P>
<P>Em declarações à revista semanal austríaca "News", que sairá amanhã, Kampusch ressaltou o desespero vivido em seu longo cativeiro e a vontade permanente de fugir. Até agora, as únicas imagens de Kampusch divulgadas pelos meios de comunicação tinham sido fotos quando tinha 10 anos, idade de quando foi seqüestrada a caminho da escola, além da imagem após a fuga, coberta com uma manta azul e protegida pela Polícia. <BR><BR>"Várias vezes me perguntava por que justamente entre os muitos milhões de seres humanos, justo comigo tinha que acontecer isso. Eu pensava: com certeza não vim ao mundo para ficar trancada e arruinar completamente minha vida. Estou desesperada sobre esta injustiça", disse a jovem. <BR><BR>Natascha lembrou que "certamente viram na televisão e na imprensa meu calabouço. Assim, sabem como era pequeno. Era para se desesperar". Segundo a jovem, seu seqüestrador tinha "uma forte paranóia e mantinha uma desconfiança permanente". <BR><BR>"Sempre pensava em como chegar até o ponto de poder fugir. Mas não podia me arriscar. Uma tentativa fracassada teria significado correr o risco de não sair nunca mais do porão. Tinha que ganhar sua confiança de forma sucessiva", disse. </P>
<P>É a primeira vez que a jovem conta à imprensa como viveu em cativeiro, em um recinto subterrâneo de seis metros quadrados, meticulosamente escondido na casa de Priklopil, situada na pequena localidade de Strasshof, perto de Viena.&nbsp;O cativeiro de Natascha ficava a poucos quilômetros de sua antiga casa, em um distrito de Viena, onde foi seqüestrada em março de 1998, quando ia à escola. <BR><BR>A jovem também fala sobre sua nova vida e diz que espera recuperar a formação escolar para poder ter uma profissão, entre elas a de jornalista, advogado ou psicólogo. 
<META content=no name=index>Natascha afirmou que seu desejo é levar adiante um projeto "para mulheres no México, que são raptadas em seus locais de trabalho, seqüestradas, torturadas da forma mais brutal e estupradas". <BR><BR>"Quero contribuir para que isso não aconteça nunca mais", disse a jovem.</P>
<P>Leia mais:</P>
<UL>
<LI><A href="http://ultimosegundo.ig.com.br/materias/mundo/2514001-2514500/2514194/2514194_1.xml" target=_blank>Natascha diz que só pensava em fugir</A>
<META content=no name=index>
<LI><A href="http://ultimosegundo.ig.com.br/materias/mundo/2514001-2514500/2514131/2514131_1.xml" target=_blank>Uma eloqüente Natascha conta a história de seu sequestro</A> 
<LI><A href="http://ultimosegundo.ig.com.br/materias/bbc/2514001-2514500/2514066/2514066_1.xml" target=_blank>Austríaca mistura raiva e sentimento de culpa na TV</A> </LI></UL>
<P>&nbsp;</P>
<P>&nbsp;</P>]]></Texto>

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 <LegendaFotoPrincipal><![CDATA[Capa da revista que contém a primeira entrevista de Natascha]]></LegendaFotoPrincipal>
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