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 <Titulo><![CDATA[Prêmios Nobel de ciências continuam sendo reduto masculino]]></Titulo>
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 <DescricaoFonte><![CDATA[Reuters Limited - todos os direitos reservados 1999. <a href="javascript:abreWindow('http://ultimosegundo.ig.com.br/useg/copyright/fontes/0,,3,00.html', 'Direitos', 'width=300,height=300,scrollbArs=no,resizable=no,status=no,menubar=no');" class="link11" >Clique aqui</a> para limitações e restrições ao uso.]]></DescricaoFonte>

 <Olho><![CDATA[<p> ESTOCOLMO (Reuters) - Se você é uma cientista, nem vale a pena prender a respiração à espera de uma ligação da Real Academia Sueca de Ciências, o órgão que define os prêmios Nobel.</p>]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[ <p> Se a história serve de guia, uma dupla de senhores grisalhos deve vencer os prêmios Nobel de Física e Química, a serem anunciados respectivamente nos dias 4 e 5 de outubro. Cada prêmio vale 10 milhões de coroas suecas (1,28 milhão de dólares).</p> <p> Os reis suecos já entregaram 320 prêmios a físicos e químicos desde 1901, mas só em cinco ocasiões para mulheres. Mesmo assim, uma família, a Curie, domina a estatística, com três dos cinco prêmios femininos.</p> <p> Pioneira no estudo da radiação, Marie Curie dividiu o prêmio de Física em 1903 -- foi a primeira mulher Nobel -- com seu marido, Pierre. Sozinha, venceu o Nobel de Química em 1911.</p> <p> Em 1935, a filha do casal, Irene, levou mais um prêmio Nobel para a família. A exemplo do que ocorrera antes com a mãe, ela dividiu o prêmio de Química com o marido, Frederic Joliot.</p> <p> Maria Goeppert-Mayer recebeu o prêmio de Física em 1963 ao lado de Eugene Wigner e J. Hans D. Jensen. No ano seguinte, Dorothy Crowfoot mereceu sozinha o prêmio de Química por seu trabalho com a estrutura das substâncias bioquímicas.</p> <p> Desde então, o domínio masculino é absoluto.</p> <p> &quot;Isso é muito notável na época em que vivemos e com a importância que damos à igualdade de gêneros aqui (na Suécia)&quot;, disse Gunnar Oquist, secretário-geral da Real Academia Sueca.</p> <p> &quot;E simplesmente leva tempo. O trabalho que recompensamos hoje normalmente remonta a 20 anos. Provavelmente as coisas estarão diferentes dentro de 25 anos&quot;, afirmou ele à Reuters.</p> <p> Parte desse predomínio masculino se deve ao fato de as mulheres continuarem sendo raras na elite de comunidade científica, que faz as indicações para os prêmios, segundo Oquist.</p> <p> &quot;É uma cultura masculina, e eles nem pensam em indicar uma mulher&quot;, disse Elizabeth Ivey, diretora da Associação para as Mulheres na Ciência, um grupo dos EUA que se dedica a promover a participação feminina nas ciências, na matemática, na engenharia e na tecnologia. &quot;Isso vale para todos os prêmios importantes, não só para os Nobel.&quot;</p> <p> Ivey, que é física, disse que muitos obstáculos encontrados pelas mulheres em geral, como empregadores que temem contratar profissionais que engravidem, também estão no campo da pesquisa científica. &quot;Já enfrentei isso&quot;, contou ela. &quot;E os pais simplesmente não incentivam suas filhas a entrarem em algo que eles percebem que trará tanta discriminação.&quot;</p> </p>]]></Texto>

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