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Presidente eleito confirma que ainda vai indicar os futuros ministros do Meio Ambiente e de uma pasta que vai abrigar os Direitos Humanos. Confira

Bolsonaro confirma que ainda falta indicar dois nomes para compor a futura equipe ministerial do governo
Valter Campanato/Agência Brasil
Bolsonaro confirma que ainda falta indicar dois nomes para compor a futura equipe ministerial do governo

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), confirmou que ainda vai anunciar mais dois ministros de seu futuro governo e deixou em aberto a possibilidade que os dois últimos nomes que vão compor a equipe ministerial também sejam militares. Até agora, Bolsonaro já anunciou 19 ministros, sendo que sete tem passagem pelas Forças Armadas, o último deles, almirante Bento Costa Lima foi confirmado como ministro de Minas e Energia na manhã desta sexta-feira (30).

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A declaração de Bolsonaro foi dada em entrevista coletiva após eventod e formatura de sargento da Escola de Especialistas da Aeronáutica (EEAR), na cidade de Guaratinguetá, no interior de São Paulo. O presidente eleito comentou a escolha dos ministros militares até aqui e afirmou que "estou escolhendo militares não por serem militares. É pela sua formação e por aquilo que fez enquanto estava na ativa". 

Na sequência, o futuro presidente confirmou também que "faltam dois ministérios ainda. Pode ser que haja dois militares, não sei ainda", antes de afirmar que as duas últimas pastas sem líderes e, portanto, ainda sem nomes são as do Meio Ambiente e alguma englobe assuntos ligados aos Direitos Humanos.

O presidente eleito, no entanto, fez questão de ressaltar em relação a futura pasta do Meio Ambiente que está analisando cinco nomes "todos eles excepcionais", sem revelar quais, e que "o que nós queremos é uma política ambiental para preservar o meio ambiente, obviamente, mas não de forma xiita, como é feito atualmente. Vamos acabar com a indústria da multa nessa área também. E esse setor não pode atrapalhar o homem do campo", afirmou.

Já em relação à pasta dos Direitos Humanos , Bolsonaro confirmou que a pastora Damares Alves é uma "forte concorrente" para assumir o ministério. Ela, que seria apenas a segunda mulher a compor a futura equipe ministerial, depois apenas da deputada Tereza Cristina,  indicada para assumir o Ministério da Agricultura  com apoio da bancada ruralista, é assessora do senador Magno Malta (PR), que é amigo próximo de Bolsonaro e chegou a ser cotado para ser candidato à vice-presidente na chapa do presidente eleito, mas preferiu concorrer a um novo mandato no senado e acabou perdendo.

O própiro Magno Malta, por sua vez, chegou a declarar que seria um dos ministros de Bolsonaro, o que acabou irritando o presidente eleito e afastando-o da possibilidade de assumir uma das pastas no primeiro escalão do governo. Ele tinha sido indicado pela bancada evangélica para assumir o futuro novo Ministério da Cidadania, mas acabou preterido pelo futuro ministro Osmar Terra (MDB).

Envolvido em denúncias de corrupção, ele deixará o Congresso Nacional no começo do ano que vem e, se não assumir um outro cargo público importante, acabará perdendo o foro privilegiado.

Dessa forma, a futura equipe ministerial de Bolsonaro deverá contar com 21 ou 22 ministros, a depender da confirmação ou não do nome de André Luiz de Almeida Mendonça com status de ministro a frente da Advocacia Geral da União (AGU) . Por enquanto, os nomes confirmados para compor a futura equipe ministerial de Bolsonaro são:

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