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Presidente eleito nomeia seu 16º ministro e anuncia criação de nova pasta que deverá unir os atuais ministérios da Cidade e dos Transportes. Confira

Presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), anuncia o servidor público de carreira Gustavo Canuto para o futuro novo Ministério do Desenvolvimento Regional
Reprodução
Presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), anuncia o servidor público de carreira Gustavo Canuto para o futuro novo Ministério do Desenvolvimento Regional

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), anunciou na tarde desta quarta-feira (28) que o ex-ministro do Planejamento Gustavo Henrique Rigodanzo Canuto será o futuro ministro do Desenvolvimento Regional, pasta que será criada no futuro governo e que deverá aglutinar os atuais ministérios das Cidades e da Integração Nacional.

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O anúncio foi feito através da conta oficial de Bolsonaro pelo Twitter, como ocorreu com a maioria dos demais 16 nomes anunciados para compor a futura equipe ministerial do presidente eleito.

Atualmente, Gustavo Henrique Rigodanzo Canuto é secretário-geral da pasta da Integração Nacional. Antes, ele já chegou a ser chefe de gabinete do governador eleito do Pará, Helder Barbalho (MDB) quando este respondia pela pasta no governo do atual presidente Michel Temer.

O futuro Ministério do Desenvolvimento Regional  que será administrada pela mais nova indicação de Bolsonaro deverá ter um dos maiores orçamentos do governo federal, pelo menos até finalizar o processo de redistribuição das verbas públicas federais direto aos próprios municípios, conforme prometeu o presidente eleito, ainda durante a campanha, quando citava o mote "menos Brasília e mais Brasil".

Dessa forma, Canuto deverá dar início imediatamente às reuniões da equipe do governo de transição com seus dois "antecessores": os atuais ministros das Cidades, Alexandre Baldy, e da Integração Nacional, Antônio de Pádua de Deus Andrade.

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Servidor de carreira Gustavo Henrique Rigodanzo Canuto será o novo ministro do Desenvolvimento Regional
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil/CP
Servidor de carreira Gustavo Henrique Rigodanzo Canuto será o novo ministro do Desenvolvimento Regional

Também segundo o comunicado do presidente eleito, Gustavo Canuto é servidor efetivo do Ministério do Planejamento com ampla experiência e, de acordo com o site do próprio Ministério da Integração Nacional, ele não tem filiação partidária.

Formado em engenhaira da computação pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e em direito pelo Centro Universitário de Brasília (UniCeub), Canuto também já trabalhou na Secretaria de Aviação Civil, na Secretaria Geral da Presidência da República e na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Antes mesmo dessa indicação, o futuro presidente já tinha admitido que não cumprirá a promessa de campanha de reduzir o número de ministério dos atuais 29, para "algo em torno de 15".

Ontem, Bolsonaro declarou que o número de pastas "não vai chegar a 20 não, tá? 20 [ministérios] no máximo ali", disse ele antes de explicar que "a gente vai vendo, por uma questão de governabildiade até, que nós não podemos sobrecarregar demais uma pessoa num ministério, então refizemos alguma coisa e, no meu entender, [teremos] metade do que temos atualmente com toda a certeza", resumiu.

De acordo com o desenho da Esplanada dos Ministérios que vai se apresentando conforme os anúncios são feitos por Bolsonaro, a expectativa é que o futuro governo tenha 21 ou 22 pastas, restando anunciar, além dos 16 nomes já confirmados, os novos ministros da Cidadania (pasta que vai englobar os atuais ministérios da Cultura, dos Esportes, e do Desenvolvimento Social), das Minas e Energia, do Meio Ambiente e do Turismo.

Além disso, Bolsonaro declarou que está estudando a possibilidade de criar o Ministério das Mulheres, a pedido da bancada das mulheres na Câmara dos Deputados. De qualquer forma, os nomes confirmados para compor a futura equipe ministerial de Bolsonaro, por enquanto, são:

Bolsonaro também anunciou o nome do advogado André Luis de Almeida Mendonça  como chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República , mas ainda não definiu se a pasta terá status de ministério.

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