PF suspeita que empreiteiras foram avisadas irregularmente sobre prisões

Por Wilson Lima , iG Brasília | - Atualizada às

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Na sede da empresa OAS, pelo menos três advogados já esperavam por agentes federais e o presidente da empreiteira viajou horas antes para Salvador para evitar ser preso

Um dos responsáveis pela investigação da Operação Lava Jato, o delegado Márcio Adriano Anselmo apontou indícios de que houve vazamentos de informações durante o desencadeamento da sétima fase da investigação, na sexta-feira da semana passada (14). O caso já está em apuração por parte da Polícia Federal.

Divulgação/Polícia Federal
Agentes da PF em ação na sétima fase da Operação Lava Jato, que investiga desvios de recursos

Conforme termo circunstanciado ao qual o iG teve acesso, o delegado revelou-se surpreso pelo fato de que três advogados representantes da empresa OAS estavam na sede da empreiteira, antes da execução dos mandados de busca e apreensão no local. Os mandados foram cumpridos na sede da companhia, em São Paulo, por volta das 6h30 da manhã.

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“Ao chegar na recepção da portaria de entrada da empresa, a equipe policial já foi surpreendida pela presença de três advogados que se apresentaram como representantes da empresa. Indagados sobre o que faziam no local, afirmaram que é de costume chegar cedo”, afirmam os agentes no termo circunstanciado, sobre as diligências na OAS.

Ainda conforme o termo, “a equipe também foi surpreendida, já dentro da recepção, pela presença de um suposto repórter tirando fotos, sendo que está subscrito que demos ordem verbal para a saída imediata do mesmo do local”, apontam os agentes da PF.

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Outro fator que indica possível vazamento de informações da Operação Lava a Jato foi o fato de que José Aldemário Pinheiro Filho, presidente da OAS, residente em São Paulo foi preso somente em Salvador, na Bahia. Ele viajou exatamente na noite anterior ao desencadeamento da operação.

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