MPF pede conversão de prisões temporárias em preventivas de detidos na Lava Jato

Por Wilson Lima , iG Brasília | - Atualizada às

compartilhe

Tamanho do texto

Procuradores alertam para o risco de destruição de provas e para a influência de executivos presos desde a semana passada

O Ministério Público Federal (MPF) do Paraná ingressou com pedido de conversão de prisão temporária para prisão preventiva contra 10 executivos de grandes empreiteiras e contra o ex-diretor de serviços da Petrobras Renato Duque, detidos na sexta-feira da semana passada (14) por conta da sétima fase da Operação Lava Jato. A decisão caberá ao juiz responsável pela investigações, Sérgio Moro.

Jeso Carneiro/Agência Senado
Promotoria já tem informações sobre participação de empresários em esquema de Youssef (foto)

Nesta terça-feira (18), vence o prazo de prisão temporária dos executivos. Entre aqueles que o MPF pediu a conversão da prisão temporária em prisão preventiva estão o diretor-presidente da Camargo Corrêa, Dalton dos Santos Avancini e o presidente da OAS, José Aldemário Pinheiro Filho; Othon Zanoide de Moraes Filho, diretor executivo da Queiroz Galvão e o presidente da UT, Ricardo Ribeiro Pessoa.

Leia mais:
No G20, Dilma diz que Lava Jato mudará Brasil
Saiba como foi a mega-operação italiana que teria inspirado a Lava Jato

De acordo com o Ministério Público Federal, a conversão de prisão temporária para prisão preventiva tem como o intuito de preservar as provas e evitar que os investigados influenciem negativamente nas apurações da Polícia Federal. “Existe a elevada possibilidade de obstrução probatória”, relata o MPF no pedido de conversão das prisões temporárias em preventivas.

Sobre o ex-diretor de serviços da Petrobras, o MPF aponta que ele mantinha, por meio de terceiro, valores suficientes apara uma possível fuga o que “frustraria a aplicação da lei penal”. “Para se ter uma ideia do montante desviado usa-se como parâmetro o ex-gerente executivo, Pedro José Barusco Filho, subordinado hierarquicamente de Renato Duque que participou das ações criminosas atuando como ‘braço direito’ deste. Barusco tinha aproximadamente U$$ 100.000 em contas no exterior”, aponta o MPF.

Leia também:
CGU vai instaurar processo contra empresas investigadas na Operação Lava Jato
Justiça nega habeas corpus para 11 investigados da Operação Lava Jato

Sobre os demais executivos, o Ministério Público Federal já tem informações sobre a participação direta de alguns deles no esquema montado por Alberto Youssef. Segundo o MPF, tanto Dalton Avancini quanto Ricardo Auler assinaram contratos para a Refinaria de Abreu e Lima que geraram superfaturamento de aproximadamente R$ 613 milhões.

Dalton também teria assinado o contrato de prestação de serviços de consultoria apontado como ideologicamente falso com a Costa Global, empresa de Paulo Roberto Costa, ex-diretor de refino da Petrobras. “Instrumento utilizado como artifício para emular o repasse de desvios de recursos do contrato da UCR/RNEST (Refinaria Abreu e Lima), como reconhecido pelo próprio Paulo Roberto”, aponta o MPF.

Confira o nome das pessoas que o MPF pediu a conversão das prisões temporárias em preventivas:

Dalton dos Santos Avancini (Camargo Corrêa)

João Ricardo Auler (Camargo Corrêa)

Mateus Coutinho de Sá Oliveira (OAS)

Alexandre Portela Barbosa (OAS)

José Aldemário Pinheiro Filho (OAS)

Valdir Lima Carreiro (IESA)

Ricardo Ribeiro Pessoa (UTC)

Othon Zanoide de Moraes Filho (Queiroz Galvão)

Jayme Alves de Oliveira Filho

Adarico Negromonte Filho

Leia tudo sobre: operação lava jatopfpolícia federal

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas