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 <DataGeracaoArquivo>Sáb, 22 Mai 2004 16:56:02 -0300</DataGeracaoArquivo>

 <Titulo><![CDATA[Primeiro "flash mob" do Brasil tem pés descalços e ode ao MP3]]></Titulo>
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 <Olho><![CDATA[SÃO PAULO - Pontualmente às 12h40 foi realizado, o que se pode chamar, de o primeiro "flash mob" no Brasil. Cerca de 80 pessoas, segundo a Polícia Militar, cruzaram a avenida Paulista, próximo à rua Augusta, carregando papéis com a mensagem "contra burguês, baixe MP3" e, em seguida, tiraram os sapatos e os bateram diversas vezes contra o chão. O ato durou o tempo do semáforo abrir e fechar. ]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[O "flash mob" - tradução literal seria mobilização relâmpago - é uma encenação convocada por e-mail ou celular para um evento qualquer. A onda já é conhecida em Nova York, Londres e Roma, além de outras cidades européias. Ao contrário dos "Flash Mobs" realizados pelo mundo, a versão brasileira não contou com o fator "inesperado". %FOTODIREITA%
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Diversos veículos de imprensa aguardavam desde às 12h pelos manifestantes na esquina da avenida Paulista com a rua Augusta. A encenação em si (bater os sapatos) já havia sido divulgada e não houve a dispersão relâmpago. Praticamente todos os participantes do "Flash Mob" permaneceram no local para dar entrevistas ou comemorar com os amigos.
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A primeira versão brasileira do "flash mob" foi convocada pelo grupo Arac (Arte Contemporânea). Segundo Eli-Goland, um dos organizadores, a performance foi escolhida para atingir o maior número de pessoas. "Um ato individual, tirar o seu sapato, onde uma pessoa de 80 anos pudesse participar, sem que uma pessoa se destacasse na multidão", diz. 
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A idéia de não ter nenhum engajamento político ou social é o que desperta o interesse do grupo. Segundo o programador Dennys Lemos, um encontro que promovesse alguma causa não poderia ser caracterizado como uma flash mob. "Não existe fazer uma flash mob para ajudar qualquer pessoa. Este é o intuito da coisa", diz Lemos.
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A performance despertou o interesse de quem passava pela avenida e contou até com curiosos que foram ao local para ver a encenação. O publicitário Rodrigo Ortega foi um dos que ficou sabendo do evento por um site de notícias da Internet e resolveu ir à Paulista. "Queria ver de perto se ia rolar mesmo. Acho legal e engraçado este tipo de manifestação sem sentido", diz Ortega.
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Os cartazes ostentados na encenação foram levados por um grupo de funcionários de uma editora especializada em publicações sobre games, programação e internet. O grupo aproveitou a hora do almoço para fazer uma mobilização dentro da mobilização. De acordo com o programador Aleksandro Botelho, meia hora antes do ato o grupo imprimiu alguns cartazes para levar à Paulista. 
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Os mais sugestivos eram o "contra burguês, baixe MP3" ou o "Eu já sabia", usado com freqüência nos campos de futebol. "A idéia foi fazer um Flash Mob dentro da Flash Mob. Estava antecipado &#91;na imprensa&#93; como ia ser feito e queríamos fazer algo diferente", explica Botelho.
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<b>Leia também:</b>
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<a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/useg/nytimes/artigo/0,,1290740,00.html" target="_blank"><li><u>Flash mobs: muito barulho por nada</u></a>
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<a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/useg/bbc/artigo/0,,1299256,00.html" target="_blank"><li><u>Grupo articula primeiro 'tumulto-relâmpago' no Brasil</u></a>]]></Texto>

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 <MateriasRelacionadas></MateriasRelacionadas>

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