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 <DataGeracaoArquivo>Ter, 5 Set 2006 11:18:42 -0300</DataGeracaoArquivo>

 <Titulo><![CDATA[Alckmin tem de tomar votos de Lula]]></Titulo>
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 <NomeCanal>Colunista - Franklin Martins</NomeCanal>
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 <Olho><![CDATA[Está chegando a hora da verdade para Geraldo Alckmin. Ele tem dez dias, no máximo, para derrubar significativamente a diferença que o separa de Lula. Caso contrário, o clima de que as eleições serão decididas já no primeiro turno se cristalizará de forma irreversível, tornando-se impossível para o tucano qualquer recuperação na reta final. Esta é avaliação de praticamente todos os políticos e marqueteiros com quem conversei nos últimos dias. ]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[<P>Os números variam um pouco de instituto para instituto, mas todos registram uma larga dianteira para Lula, algo entre 20% a 25% das intenções de voto. Para dar novo alento à campanha nos quinze dias finais, afastando a idéia de que o jogo estará jogado já no dia 1º de outubro, Alckmin precisaria encurtar logo a vantagem de Lula para, no máximo, 15 pontos. Nessa empreitada, dificilmente Heloísa Helena será de algum auxílio. Está claro que a candidata do Psol está na maré vazante. Se mantiver sua atual cesta de votos (9%), já estará dando uma boa contribuição à causa do segundo turno.</P>
<P>Ou seja, a tarefa é de Alckmin e de mais ninguém. Só haverá segundo turno se o tucano tomar nos próximos dias uma fatia expressiva dos votos de Lula, algo em torno de quatro ou cinco pontos. Dessa forma, atingiria o patamar dos 30% e traria simultaneamente o petista para uma marca inferior a 45%. Não é uma tarefa impossível – na vida, nada é impossível –, mas fácil não é. Antes de mais nada, porque as pesquisas mostram que o eleitorado de Lula está razoavelmente consolidado. No último Vox Populi, por exemplo, o presidente tem 43% de votos espontâneos. E, em princípio, esses votos não mudam de candidato.</P>
<P>A esperança de tucanos e pefelistas é de que a campanha de ataques contra Lula na propaganda no rádio e na TV faça o presidente voltar a sangrar. Mas, no momento, é só esperança. A verdade é que ninguém tem certeza sobre a eficácia da tática do “bate doutor”, até porque o eleitorado de Lula tende a estar vacinado contra ela e não há garantias de que o sangue eventualmente perdido por Lula vá para Alckmin, proporcionando à sua campanha a transfusão que ela necessita. </P>
<P>No Palácio do Planalto, depois de uma semana do início dos ataques de Alckmin, o clima é de tranqüilidade. “Nosso eleitor não foi afetado pelos ataques. Lula continua no mesmo patamar em que estava antes. Tudo está caminhando para uma decisão no primeiro turno”, disse-me ontem um dos principais assessores do presidente, valendo-se dos números de pesquisas internas da campanha. </P>
<P>Para que se tenha uma idéia das dificuldades no caminho de Alckmin, tomemos duas pesquisas do Ibope realizadas nos últimos dias nos Estados mais favoráveis para o tucano. No Rio Grande do Sul, Alckmin mostrou alguma recuperação, mas não tem muito o quê comemorar. Cresceu cinco pontos (de 29% para 34%), mas praticamente às expensas de Heloísa Helena, que caiu de 16% para 12%. Lula, em contrapartida, subiu dois pontos. Ou seja, o segundo turno não ficou mais perto do que estava antes. </P>
<P>Outra pesquisa, agora em São Paulo, registrou crescimento de Alckmin, que subiu quatro pontos, enquanto Lula perdeu dois. Como São Paulo reúne 22% do eleitorado do País, esse crescimento de Alckmin no Estado tem um impacto no quadro nacional inferior a um ponto. É bom, mas é pouco.&nbsp;São Paulo é importante, mas não decide. Para tomar quatro ou cinco pontos de Lula nos próximos dias, abrindo as portas para uma atropelada na reta final que levaria a decisão para o segundo turno, Alckmin precisa crescer em todo o País e fazer Lula sangrar em todas as regiões. </P>
<P>É uma corrida contra o tempo, e o tempo está passando.</P>]]></Texto>

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