Dia Mundial da Água: saiba como reduzir o consumo dentro de casa

Por Clarice Sá - iG São Paulo |

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Controlar o consumo não só ameniza impacto ambiental, como ajuda a economizar na conta no fim do mês

Reduzir o consumo de água dentro de casa ajuda não só a amenizar o impacto sobre o meio ambiente como a economizar na conta no fim do mês. Em São Paulo, cuidados com o uso são extremamente necessários por conta da atual crise de abastecimento. O sistema Cantareira, que abastece cerca de nove milhões de moradores da região metropolitana, armazena hoje menos de 15% de sua capacidade. Estima-se que possa secar até agosto. Para combater o desperdício, a Sabesp oferece desconto de 30% de desconto a quem reduzir o consumo em pelo menos 20%.

Confira as dicas para reduzir o consumo de água:

Sabesp recomenda colocar bacia sob o chuveiro e usar água coletada para lavar roupa. Encurtar banho de ducha de 15 para 5 minutos economiza 90 litros de água. Foto: Thinkstock/Getty ImagesControle de vazamento ajuda a evitar desperdício. Fechar os registros à noite e ver de manhã se o hidrômetro está funcionando ajuda a conferir a presença vazamentos. Por menor que seja, deve ser reparado. Foto: Thinkstock PhotosÁgua da lava-louça não deve ser reutilizada pelo excesso de gordura e resíduos orgânicos. Ideal é usar o equipamento apenas quando estiver cheio ou usar uma bacia na lavagem. Foto: Getty ImagesA água da máquina de lavar roupas pode ser reaproveitada na lavagem de pisos ou descarga sanitária. Foto: Thinkstock PhotosInfiltrações indicam vazamentos, que devem ser reparados para evitar desperdício. Foto: Ricardo Galhardo/iG São PauloÁgua da máquina de lavar roupas ou captada pela água da chuva pode ser reaproveitada para uso como descarga sanitária. Foto: DivulgaçãoVassoura seca deve substituir a mangueira na limpeza das calçadas. Em 15 minutos  de lavagem, perde-se 279 litros de água, segundo a Sabesp. Foto: DivulgaçãoLavar o carro não é recomendável. Se a limpeza for extremamente necessária, o ideal é procurar um posto de lavagem a seco ou usar apenas balde e pano. Foto: NYT

Na lista de medidas contra o desperdício estão hábitos simples, como fechar a torneira enquanto se escova os dentes, encurtar o tempo do banho, desligar o chuveiro ao passar sabonete ou limpar o cabelo, e usar uma bacia com água para lavar a louça. Quem tem piscina deve cobrí-la para evitar a evaporação. A Sabesp indica usar um balde ou bacia para coletar a água que cai do chuveiro, para ser usada na lavagem de roupas.

O cuidado faz muita diferença. O banho de ducha de 15 minutos gasta 135 litros de água. O de cinco minutos, 45 litros. No chuveiro elétrico, o consumo passa de 45 para 15 litros, segundo a Sabesp. Fechar a torneira ao escovar os dentes pode economizar 11,5 litros de água, se o tempo habitual for de cinco minutos. A cobertura da piscina evita em 90% a perda de água.

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"É necessário ter sempre em mente que a água é um bem precioso e que custa caro. Basta olhar para a sua conta", afirma o professor Wilson Jardim, do laboratório de química ambiental da Unicamp.

Regar o jardim, lavar o carro ou a calçada não é recomendável. Se for realmente necessário, o ideal é fazer a rega à noite - com regador - para a água não evaporar, limpar o carro em postos de lavagem a seco (ou usando um balde e um pano), e adotar a vassoura, seca, para limpar a calçada. A descarga do vaso sanitário não deve ser acionada à toa. As que possuem válvula com tempo de acionamento de 6 segundos gastam de 10 a 14 litros. É importante que as válvulas estejam sempre reguladas, para não aumentar o consumo à toa.

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Não se deve armazenar a água da máquina de lavar louça. Primeiro, porque ligar a própria máquina deve ser evitado a todo custo (se ligada, deve estar cheia). Segundo, pelo excesso de gordura e resíduos orgânicos. 

Armazenamento

A água que sai da máquina de lavar roupa pode ser armazenada, mas o uso é restrito à lavagem de pisos e uso na descarga sanitária. Esta água não pode ser usada para lavar o corpo, para cozinhar ou limpar qualquer utensílio de cozinha.

O armazenamento deve ser feito com cuidado na vedação do recipiente, para que não se torne foco de proliferação de germes, larvas e mosquitos - em especial, o da dengue. Não há necessidade de acrescentar cloro, que já é acrescentado para a rede doméstica - além disso, a água já tem o detergente acrescentado para limpeza, segundo o professor João Luiz Boccia Brandão, docente do Departamento de Hidráulica e Saneamento da Escola de Engenharia de São Carlos da USP (EESC-USP).

Captação

O cloro deve ser utilizado para conservação se houver um sistema de captação de água da chuva na residência. "Captar água de chuva é fácil, econômico e um sistema que armazena 10 mil litros se paga em 3 anos, além dos benefícios ambientais, cuja contabilidade é sempre positiva", detalha o professor Wilson Jardim. 

Para a instalação do sistema, indicado é procurar um técnico. O projeto de não pode ser implementado de forma caseira, alerta Brandão. Precisa seguir padrões estabelecidos pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) na norma técnica ABNT NBR 15527:2007. "A água da chuva, principalmente em áreas urbanas, tem certa contaminação porque lava a atmosfera e tem poluição", diz. A qualidade nem sempre é aceitável.

Além disso, a superfície de captação pode conter poeira, folhas ou restos de fezes de animais, por exemplo, que geram risco de doenças. é preciso descartar os primeiros litros e ter um sistema de filtragem. Esta água também não é potável. Só deve ser usada na limpeza de pisos e descarga sanitária.

Vazamentos

O controle de vazamentos também reduz o desperdício e gera economia. Qualquer pinguinho evitado representa litros de economia todo o mês. Vasos sanitários, registros e torneiras com vazamentos devem ser evitados. Um teste simples para detecção de vazamentos é desligar todos os registros  à noite e conferir se o hidrômetro continua a funcionar. Infiltrações também sinalizam a necessidade de reparos.

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