Flávio Bolsonaro, senador pelo PL
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Flávio Bolsonaro, senador pelo PL

A Polícia Federal (PF) informará ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não cumpriu a ordem de entrega de seus passaportes  no prazo estipulado de 24 horas, que venceu na manhã desta terça-feira (27).

Como consequência, a corporação realizou o cancelamento dos documentos do parlamentar em seu sistema de controle. Mesmo com a infração da determinação judicial, o senador não é considerado foragido por não haver mandado de prisão contra ele.

A medida ocorre em meio a uma apuração da Polícia Federal sobre a possível saída de Flávio Bolsonaro rumo à Argentina e que teria como destino os Estados Unidos. Segundo o site argentino Infobae, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro teria atravessado a fronteira do Brasil com o país vizinho, na madrugada desta terça-feira, para então embarcar em um avião particular que decolaria de Puerto Iguazú.

A aeronave Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW, operado pela empresa argentina Baires Fly S.A, seguia estacionada em Puerto Iguazú até o início desta tarde. A informação da administradora é de que o avião, originalmente, partiria às 2h desta terça, com uma tripulação de seis pessoas, sendo dois pilotos argentinos e quatro passageiros não identificados.

Até o momento, não existe registro formal de que Flávio Bolsonaro tenha deixado o Brasil e nem confirmação de que houve um plano de viagem para o senador ou sua família. Ao Bloomberg, Fabián Fernández, porta-voz do presidente argentino Javier Milei,  disse que Flávio não havia atravessado a fronteira do país. O paradeiro do parlamentar segue desconhecido e não houve pronunciamento público, dele ou da campanha que o representa, sobre o assunto.

A PF mantém a apuração de informações junto às autoridades argentinas para verificar se houve ingresso do brasileiro no país limítrofe.


O fim do prazo

Flávio Bolsonaro foi intimado por agentes da Polícia Federal na manhã de segunda-feira (26), quando saía da residência do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar em Brasília.

A ordem de Moraes estabeleceu prazo de 24 horas para a entrega dos documentos de viagem. A determinação inclui os passaportes comuns e diplomáticos, além de restrições relacionadas a eventuais documentos de outras nacionalidades. O prazo se encerrou sem que Flávio se apresentasse formalmente às autoridades.

Além da entrega dos passaportes, a decisão de Alexandre de Moraes proibiu Flávio de deixar o Brasil e de manter contato com o advogado Willer Tomaz, investigado no inquérito de  bets e do caso do INSS.

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