
Três linhas da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e o Expresso Aeroporto estão com os serviços afetados após a aprovação de uma greve dos ferroviários da companhia. Para minimizar os impactos, as operações foram reajustadas na manhã desta terça-feira (4).
O movimento afeta a circulação das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade. De acordo com o estado, a CPTM acionou um plano de contingência em que está sendo priorizado o atendimento nos trechos de maior demanda.
O Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2) já havia determinado que a CPTM mantenha 80% da operação nos horários de pico e 60% nos demais períodos.
A ordem judicial, no entanto, não impede atrasos, intervalos maiores entre os trens e lotação nas estações atendidas pelas três linhas.
Sendo assim, a Linha 11-Coral funciona com operação parcial entre as estações Palmeiras-Barra Funda e Guaianases. Já na Linha 12-Safira, os trens circulam entre as estações Brás e Engenheiro Goulart.
Por outro lado, a linha 13-Jade e o Expresso Aeroporto não estão funcionado.
Desde cedo, o Estado vem adotando medidas para reduzir os impactos, como a abertura das estações das linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata para as 4h.
A CPTM também mobilizou cerca de 128 ônibus para auxiliar no deslocamento dos passageiros que utilizariam as linhas paralisadas.
Na Linha 11-Coral, os veículos atendem todas as estações entre Estudantes e Corinthians-Itaquera.
Já na Linha 12-Safira, os ônibus operam entre São Miguel Paulista e Calmon Viana. Na Linha 13-Jade, os ônibus circulam entre as estações Aeroporto-Guarulhos e Engenheiro Goulart.
O governo de São Paulo também informou que as Linhas 7-Rubi, 8-Diamante, 9-Esmeralda e 10-Turquesa operam regularmente nesta manhã.
Ainda para diminuir os efeitos da greve, a Prefeitura de São Paulo suspendeu o Rodízio Municipal de Veículos. Com a decisão, os carros com placas finais 3 e 4 podem circular normalmente no Centro Expandido.
A greve
Os funcionários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) anunciaram uma paralisação para esta terça-feira (4). A decisão foi aprovada pelo Sindicato dos Ferroviários da Central do Brasil.
A decisão foi tomada pelos trabalhadores das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade. A greve ocorre em meio às discussões sobre o futuro dos empregados após a concessão das três à iniciativa privada.
O sindicato reivindica garantias para empregos e direitos trabalhistas na transição para a concessionária. Além disso, defende a continuidade da experiência técnica dos profissionais da companhia, argumentando que o conhecimento acumulado pelos empregados contribui para a segurança e a qualidade do transporte prestado aos passageiros.

Problemas nas linhas
A greve foi aprovada depois dos problemas que marcaram os três dias em que as linhas ficaram sob concessão da Trivia Trens.
No último dia 23 de julho, um incêndio atingiu um vagão de trem administrado pela concessionária. O problema paralisou as operações das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade e causou complicações nas estações da capital paulista.
Inicialmente, os relatos diziam que a suspensão foi por conta de uma pane elétrica. Porém, por meio de uma nota enviada ao iG, a Secretaria da Segurança Pública do estado (SSP) informou que a ocorrência foi provocada por um incêndio no vagão.
O fogo foi registrado na Rua Bresser, no Brás, r egião central de São Paulo. Ninguém ficou ferido.
A ocorrência foi registrada cerca de três dias após a empresa assumir a concessão. Além delas, a empresa administrava também o Serviço Expresso Aeroporto.
Concessão cancelada
Após a ocorrência de incêndio, a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) voltou a administrar a operação das Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade e do Serviço Expresso Aeroporto.
A medida tem um prazo inicial de 90 dias, a contar do dia 24 de julho, e foi determinada pelo Governo de São Paulo, por meio da Agência Reguladora de Transporte do Estado (Artesp).
De acordo com a Artesp, a determinação tem como objetivo assegurar a continuidade e a qualidade do atendimento, reduzir os impactos aos usuários e prevenir novas ocorrências.
Ainda de acordo com a Artesp, vai ser instaurado um procedimento de apuração para identificar as causas das ocorrências e a responsabilidade da concessionária pelas falhas registradas.