DEM decide abrir processo de expulsão contra Demóstenes

Senador é acusado de atuar em favor do empresário de jogos e bicheiro Carlos Cachoeira

Adriano Ceolin, iG Brasília |

A decisão do DEM foi tomada na noite desta segunda-feira após uma reunião comandada pelo presidente do partido, José Agripino (RN). Participaram do encontro os deputados federais Ronaldo Caiado (GO) e ACM Neto (BA), que é também líder da bancada do partido na Câmara.

Mais cedo, o iG já havia antecipado que o DEM não daria mais tempo para Demóstenes fazer sua defesa. Por meio do seu advogado, Antonio Carlos Almeida Castro, o senador afirmou que precisa analisar todo o inquérito. Em resposta, Agripino afirmou que “já existem evidências suficientes”.

Segundo inquérito da Polícia Federal, Demóstenes aparece em diversos diálogos com Cachoeira em que dá informações sobre a tramitação de projetos ligados ao setor de jogos. O senador também recebeu do bicheiro um fogão e uma geladeira no valor de R$ 30 mil como presente de casamento. Ganhou também um radio anti-grampo.

Nas conversas, Demóstenes trata Cachoeira como “professor”. Em diálogo interceptado no dia 24 de abril de 2009, o senador explica a tramitação de um projeto: “Lá isso pode passar por votação simbólica. Como passou no Senado (...) tem que pegar aquele pessoal que está trabalhando no negócio e verificar se o texto te agrada”.A cúpula do DEM decidiu hoje à noite que vai abrir um processo de expulsão do senador Demóstenes Torres (DEM-GO). Ele é acusado pela Polícia Federal de atuar como lobista do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, apontado como chefe de uma quadrilha que operava jogo ilegal no País.

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