Decisão judicial provisória foi tomada a pedido de Skaf, que acusa tucano de pagar para ganhar mais seguidores

Foto do link patrocinado incluída no processo da campanha de Skaf contra Alckmin
Reprodução - 23.7.14
Foto do link patrocinado incluída no processo da campanha de Skaf contra Alckmin

O Tribunal Regional Eleitoral de São Pualo (TRE-SP) determinou ao Facebook que entregue dados sobre supostos links patrocinados que ajudaram a página de Geraldo Alckmin (PSDB) .

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A decisão, provisória, foi tomada na noite desta quarta-feira (23) a pedido da campanha de Paulo Skaf (PMDB) , que acusa o tucano de pagar para tornar a página mais popular.

Os advogados de Skaf alegam que o número de seguidores da página oficial de Alckmin no Facebook saltou de 100 mil, número que demorou quatro anos para atingir, para 320 mil num espaço de seis meses.

Esse aumento só foi possível, alegam os advogados , por meio do  uso de links e postagens patrocinados. Esses links e postagens são apresentados pelo Facebook nas linhas do tempo de outros usuários, mediante pagamento.

Segundo o processo contra Alckmin, a que o iG teve acesso, apenas um dos links patrocinados, publicado em 16 de agosto, resultou em 5 mil novos seguidores para a página do governador em duas semanas.

A prática, acusam os advogados de Skaf, configuraria propaganda antecipada paga na internet, o que é proibido pela legislação eleitoral.

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O juiz auxiliar Marcelo Godinho determinou que o Facebook informe a identidade dos responsáveis pelos links patrocinados, e os valores pagos.

Na representação, a campanha de Skaf busca também obrigar o Facebook a informar quantas pessoas curtiram a página de Alckmin por clicar em links patrocinados e a só apresentar o número de que foram registrados sem uso de links patrocinados. Esses pedidos, porém, não foram atendidos na decisão provisória.

O Facebook informou que não comenta casos específicos. Um dos advogados de Alckmin informou que ainda não tomou conhecimento da decisão.

A  última pesquisa Datafolha, feita em 15 e 16 de julho, dá 16% de intenções de voto a Skaf, contra 54% de Alckmin.

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