Dilma e ex-presidente Lula compareceram ao velório; Gushiken morreu em decorrência de câncer aos 63 anos

Luiz Gushiken foi ministro das Comunicações do governo Lula
Agência Brasil
Luiz Gushiken foi ministro das Comunicações do governo Lula

O corpo do ex-ministro das Comunicações Luiz Gushiken foi enterrado às 16h30 deste sábado (14) no Cemitério do Redentor, na zona oeste de São Paulo. Gushiken, 63 anos, morreu na sexta-feira (13) no Hospital Sírio-Libanês após uma longa batalha contra um câncer na região abdominal.

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Durante a manhã e a tarde, vários políticos, incluindo a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula compareceram ao velório de Gushiken. Além deles, os ministros da Saúde, Alexandre Padilha; da Educação, Aloizio Mercadante; o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad; e o presidente da Câmara dos Vereadores de São Paulo, José Americo, prestaram suas últimas homenagens ao ex-ministro.

Gushiken participou da fundação do PT e da CUT (Central Única dos Trabalhadores) em 1980. Foi deputado federal por três mandatos, de 1987 a 1999 e também coordenou as campanhas presidenciais de Lula em 1989 e 1998.

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Quando o PT saiu vitorioso nas urnas, em 2002, ele assumiu, no ano seguinte, a chefia da Secretaria de Comunicação da presidência da República após fazer parte da equipe de transição.

Em 2012, ele foi absolvido do crime de peculato no processo do mensalão pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A Procuradoria-Geral da República (PGR) já tinha indicado ao Supremo, nas alegações finais, que ele não deveria ser condenado porque não havia provas contra ele.

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Durante o velório, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, condenado pelo julgamento do mensalão, afirmou que Gushiken foi muito feliz e que o Brasil era sua grande paixão. "Ele ( Gushiken ) foi solidário comigo quando eu fui injustamente acusado e linchado. Sempre me deu a mão e o braço", afirmou.

Segundo o vice-presidente Michel Temer, Gushiken organizou sua despedida, pedindo ele próprio para ser enterrado no cemitério Redentor. Como um homem público, ele se limitou a dizer que o avalia "positivamente".

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