Comandante é detido e pode ser acusado por homicídio culposo

Francesco Schettino foi ouvido por horas e enfrenta também acusações de naufrágio e abandono de embarcação, diz promotoria

EFE |

O comandante do Costa Concordia, navio que naufragou na noite de sexta-feira na costa italiana , próximo à ilha de Giglio, na cidade de Grosseto, foi detido e interrogado pelo procurador-chefe da localidade, Francesco Verusio. Francesco Schettino, de 52 nos e natural de Nápoles, foi ouvido por várias horas, após o navio que pilotava e que transportava 4.229 pessoas ter encalhado a 500 metros da ilha toscana. A promotoria o acusa de homicídio culposo múltiplo, naufrágio e abandono do navio enquanto muitos passageiros ainda se encontravam na embarcação.

Entenda o caso: Cruzeiro de luxo naufraga e deixa mortos na costa da Itália
Resgate:
Navio levava mais de 4 mil passageiros, entre eles 53 brasileiros
Reação:
Sobreviventes do naufrágio relatam caos e pânico no momento do acidente

AP
Homem caminha em praia próxima ao local do naufrágio do navio

De acordo com a imprensa italiana, o comandante deixou o cruzeiro por volta das 23h30 (hora local), quando parte dos tripulantes e dos passageiros ainda aguardavam para serem levados. As últimas pessoas só deixaram o navio por volta das 2h30 e 3h deste sábado. Outro tripulante do Costa Concordia, o primeiro oficial da ponte de comande, Ciro Ambrosi, também está sendo investigado, de acordo com a imprensa local.

A caixa-preta da embarcação, na qual se encontram as gravações das conversas entre o navio e o porto de Livorno, o mais importante da região, já foi recuperada, informou o procurador-chefe. Verusio disse que o impacto com as rochas aconteceu às 21h45 e que as capitanias dos portos próximos não foram avisadas imediatamente.

De acordo com a primeira reconstituição feita por Verusio, o capitão se aproximou demais da ilha de Giglio, fez uma manobra errada e o lado esquerdo do casco do navio se chocou com as rochas. Em pouco tempo, muita água entrou dentro da embarcação. De acordo com a companhia proprietária do navio, a Costa Cruzeiros, o comandante Schettino assegurou neste sábado que as pedras não apareciam no mapa que estava no Costa Concordia.

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