Produto tem ganchos que se prendem ao pênis do criminoso

Camisinha feminina possui ganchos contra estupradores
Divulgação
Camisinha feminina possui ganchos contra estupradores
Uma camisinha feminina antiestupro está sendo distribuída na África do Sul, em meio à Copa do Mundo. O preservativo parece um pequeno instrumento de tortura, com diminutos com ganchos, semelhantes a dentes, que se prendem ao pênis do agressor.

Batizado de Rape-axe, o produto havia sido lançado em 2005. Mais de 30 mil unidades devem ser distribuídas ao longo do evento.

A camisinha atiestupro é semelhante a uma camisinha feminina convencional, feita de látex. A parte interna do produto, porém, é composta por vários ganchos. Em caso de penetração, eles perfuram a pele do pênis, provocando dor imediata.

Além da dor, o estuprador precisará ir ao médico para remover os ganchos, o que acabará denunciando seu ato criminoso. Se tentar remover a camisinha sozinho, os ganchos penetram ainda mais fundo na pele.

A medida é radical, mas a África do Sul tem altos índices de estupro e cerca de 16% da população é portadora do vírus HIV.

A sul-africana Sonnet Ethlers mostra a camisinha antiestupro
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A sul-africana Sonnet Ethlers mostra a camisinha antiestupro
A camisinha com ganchos desperta críticas de especialistas africanos. Victoria Kajja, do Centro de Prevenção e Controle de Doenças de Uganda, disse ao jornal New York Daily News que o produto dá uma falsa sensação de segurança às vítimas.

Mas a criadora do produto disse à CNN que ouviu diversos especialistas para desenvolver a camisinha. “Algo precisava ser feito. Isso vai fazer os homens pensarem duas vezes antes de atacar uma mulher”, afirmou Sonnet.

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