Dezenas de civis ficaram feridos na ação; os 16 dias de ação já causou a morte de mais de 700 palestinos e 32 israelenses

Projéteis de tanques israelenses atingiram escola da ONU no norte da Faixa de Gaza nesta quinta-feira (24) matando ao menos 15 e ferindo dezenas que buscavam abrigo em meio aos violentos confrontos nas ruas da região.

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Garoto palestino, que os médicos dizem ter sido ferido no bombardeio israelense a uma escola da ONU, espera por atendimento em hospital de Gaza
Reuters
Garoto palestino, que os médicos dizem ter sido ferido no bombardeio israelense a uma escola da ONU, espera por atendimento em hospital de Gaza


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Poças de sangue mancharam o pátio da escola em meio a livros e pertences espalhados pelo local. O local onde os prójeteis caíram ficou com uma grande marca de queimadura.

A ofensiva ocorreu durante dia de intensos combates em todo o território costeiro enquanto Israel mantém operação visando interromper o lançamento de foguetes a partir de Gaza e destruir uma sofisticada rede de túneis transfronteiriços.

Segundo autoridade de saúde de Gaza Ashraf al-Kidra, os mortos e feridos da escola estavam entre as centenas de pessoas que procuram abrigos diante dos pesados combates ​​na região.

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Foi a quarta vez que uma instalação da ONU foi atingida durante os combates entre Israel e militantes palestinos na Faixa de Gaza. A operação israelense começou em 8 de julho. Segundo a UNRWA, agência de refugiados palestinos, foram encontrados foguetes de militantes dentro de duas escolas vagas.

Enquanto isso, militantes do Hamas estão presos à sua demanda pelo fim do bloqueio israelense e egípcio às fronteiras de Gaza em meio a esforços internacionais para mediar o cessar-fogo.

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Mais mortes

Seis membros de uma mesma família e um menino de 18 meses de idade foram mortos quando um ataque aéreo israelense atingiu o campo de refugiados de Jebaliya nas primeiras horas da manhã, segundo a polícia de Gaza e funcionários da saúde. Segundo essas fontes, 20 pessoas ficaram feridas e as equipes de resgate vasculham escombros à procura de sobreviventes.

Um ataque aéreo contra uma casa no sul da cidade de Gaza, em Abassan, matou cinco membros de outra família, disse a autoridade de saúde de Gaza Ashraf al-Kidra. Abassan está perto de Khan Younis, área que viu intensos combates na quarta.

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O conflito de 16 dias já causou a morte de mais de 700 palestinos, a maioria civis, de acordo com funcionários de saúde palestinos. Israel perdeu 32 soldados desde o dia 17 de julho, quando ampliou sua campanha aérea em uma operação terrestre de grande escala visando travar o lançamento de foguetes a partir de Gaza e destruir uma sofisticada rede de túneis transfronteiriços. Dois civis israelenses e um trabalhador tailandês em Israel também foram mortos.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, não fez referência aos esforços de cessar-fogo ao ressaltar sua determinação para neutralizar as ameaças de foguetes e de túneis.

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Mais de 2 mil foguetes foram disparados contra Israel a partir de Gaza desde 8 de julho e os militares israelenses dizem ter descoberto mais de 30 túneis que conduzem a Israel partir de Gaza, alguns dos quais têm sido usados ​​pelo Hamas para realizar ataques.

"Nós começamos esta operação para devolver a paz e tranquilidade para Israel e vamos conseguir", disse Netanyahu em uma aparição conjunta com a secretária de Relações Exteriores britânico Philip Hammond.

*Com AP

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