Boeing com 298 pessoas que voava de Amsterdã para Kuala Lumpur foi abatido por míssil, diz fonte do governo ucraniano

O Kremlin disse que os presidentes russo, Vladimir Putin, e americano, Barack Obama, discutiram nesta quinta-feira o incidente de avião da Malaysia Airlines no leste da Ucrânia .

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O site do Kremlin publicou uma declaração no fim desta quinta dizendo que "o líder russo informou o presidente dos EUA sobre a notícia de controladores do tráfego aéreo de que um avião da Malásia caiu no território ucraniano, informação que surgiu imediatamente antes do telefonema".

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A declaração não deu mais detalhes sobre o que os líderes discutiram em relação ao incidente. O restante do telefonema foi dedicado à situação geral no leste da Ucrânia e às recentes sanções dos EUA contra indivíduos e companhias russos.

Com 298 pessoas a bordo - 283 passageiros, sendo três crianças, e 15 tripulantes -, o voo MH17 caiu na Ucrânia perto da fronteira russa quando voava de Amsterdã, na Holanda, para Kuala Lumpur, na Malásia. Segundo uma autoridade do Ministério do Interior da Ucrânia, a aeronave foi abatida por um míssil lançado por militantes pró-Rússia, matando todos a bordo.

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Anton Gerashenko, um conselheiro do Ministério do Interior, disse que o voo MH17 foi abatido por "terroristas" acima de uma cidade no leste do país. O primeiro-ministro da Ucrânia caracterizou o incidente de "catástrofe". No Twitter, a Malaysia Airlines afirmou que "perdeu o contato com o MH17 de Amsterdã. A última posição conhecida foi registrada sobre o espaço aéreo da Ucrânia".

Essa é a segunda queda de um avião da Malaysia Airlines neste ano. Em 8 de março, o voo MH370 desapareceu quando viajava de Kuala Lumpur para Pequim com 239 pessoas a bordo .

A região leste da Ucrânia tem sido cenário de confrontos severos entre forças ucranianas e rebeldes separatistas pró-Rússia em dias recentes.

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Na tarde de quarta-feira, um jato ucraniano foi abatido por um míssil ar-ar de um avião russo, disseram autoridades ucranianas nesta quinta, acrescentando elementos ao que Kiev diz ser uma prova cada vez maior de que Moscou está apoiando diretamente os insurgentes separatistas no leste da Ucrânia. O porta-voz do Conselho de Segurança Andrei Lysenko disse que o piloto do jato Sukhoi-25 atingido pelo míssil foi forçado a se ejetar.

Rebeldes pró-Rússia, enquanto isso, reivindicaram responsabilidade por um ataque na quarta-feira contra dois jatos ucranianos Sukhoi-25. O Ministério da Defesa da Ucrânia disse que o segundo jato foi atingido por um míssil terra-ar portátil, mas acrescentou que o piloto saiu ileso e conseguiu pousar o avião com segurança.

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Moscou nega as acusações ocidentais de que apoia os separatistas ou de que semeie intranquilidade em seu vizinho. O Ministério da Defesa da Rússia não pôde ser alcançado para fazer comentários nesta quinta-feira sobre o jato ucrâniano, enquanto o Ministério de Relações Exteriores russo não respondeu a vários pedidos de comentários.

No início desta semana, a Ucrânia afirmou que um avião de transporte militar foi abatido na segunda-feira por um míssil disparado do território russo. Os rebeldes são conhecidos por possuir lançadores de foguetes antiaéreos, mas as autoridades ucranianas dizem que esse tipo de arma não seria capaz de derrubar um avião comercial.

*Com AP

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