Rompimento de acordo deixa 270 rebeldes sírios sem saída em Homs

Por Reuters |

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Grupo deveria deixar a cidade após acordo com o governo, mas foi mantido após insurgentes descumprirem parte da trégua

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Cerca de 270 rebeldes sírios que deveriam deixar a cidade de Homs, como parte de um complexo acordo com as forças do presidente Bashar al-Assad, são mantidos na cidade pelo Exército da Síria porque insurgentes em outras partes do país não cumpriram sua parte no acerto, de acordo com autoridades sírias nesta sexta-feira (9).

Vídeo: Rebeldes sírios explodem hotel de Aleppo usado pelo Exército

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Combatentes rebeldes fazem fila enquanto esperam para serem retirados da cidade velha de Homs, Síria (8/05)


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Depois de um ano de cerco, cerca de 1.200 rebeldes e moradores do centro antigo de Homs deixaram a cidade em ônibus esta semana em troca da libertação de dezenas de cativos mantidos por insurgentes nas províncias de Aleppo e Latakia, no norte do país.

Autoridades disseram que os rebeldes também concordaram em permitir a entrega de ajuda a duas cidades xiitas do norte que estão sob o cerco dos oposicionistas, Nubl e al-Zahraa, mas nesta sexta-feira um comboio com alimentos e suprimentos médicos estava parado em postos de controle dos insurgentes do lado de fora das cidades.

As autoridades sírias, que falaram sob a condição de manter o anonimato, disseram que os 270 rebeldes remanescentes só poderão deixar Homs quando a ajuda chegar às cidades de Nubl e Zahraa. Elas não especificaram que grupos impediram a entrega dos suprimentos.

Ativistas dizem que a Frente Nusra, grupo ligado à Al Qaeda, bloqueou a passagem dos comboios para as cidades, mas outros rebeldes armados também estão ativos na área.

Explosão

Rebeldes sírios da Frente Islâmica explodiram um hotel usado pelas forças do presidente Bashar al-Assad na cidade de Aleppo na quinta (8). O edifício ficou destruído.

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A explosão causou grandes danos na região, de acordo com a mídia estatal e um grupo oposicionista de monitoramento do conflito. Os rebeldes detonaram explosivos em um túnel sob o Carlton Hotel, situado perto da cidadela antiga de Aleppo.

O Observatório Sírio pelos Direitos Humanos, com sede na Grã-Bretanha, afirmou que 14 soldados foram mortos na explosão. Já a Frente Islâmica afirmou ter matado 50. Ambos os grupos não disseram como a contagem das vítimas foi feita, e as reivindicações não puderam ser verificadas de forma independente.

Em uma transmissão ao vivo do local da explosão, TV estatal em Aleppo mostrou uma enorme pilha de escombros, com árvores retorcidas do lado de fora, dizendo que o exército estava usando o edifício como base e soldados estavam posicionados no local no momento da explosão.

Na transmissão, a TV síria não mencionou vítimas, mas disse que os rebeldes explodiram o prédio por meio de um túnel, onde implantaram explosivos.

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