
O governo de Javier Milei afirmou que não havia impedimento legal para a entrada do Flávio Bolsonaro (PL) na Argentina e um integrante da administração indicou que houve apoio oficial ao senador.
Flávio cruzou a fronteira entre Brasil e Argentina na noite de terça-feira (27), acompanhado da mulher e das duas filhas, antes de seguir viagem para os Estados Unidos, onde chegou na manhã desta quarta-feira (28).
O diretor nacional de Comunicação Digital da Argentina, Juan Pablo Carreira, comentou que Flávio estava protegido de uma suposta perseguição política e elogiou a administração de Milei.
Flávio Bolsonaro está a salvo das garras do comunismo que querem meter presos a todos os opositores, e agora vai poder seguir a luta desde os Estados Unidos em vez desde uma cela em Brasília como o pai dele. Juan Pablo Carreira, diretor nacional de Comunicação Digital da Argentina.
Em outra declaração, o funcionário afirmou que o senador "não está condenado, não tem mandado de prisão nem alerta vermelho da Interpol, entrou e saiu do país de maneira totalmente legal".
A manifestação aconteceu após a Direção Nacional de Migrações divulgar uma nota sobre a passagem de Flávio pelo território argentino. O senador utilizou um passaporte italiano para entrar no país.
O orgãos informou que o senador entrou no país às 22h50, pela Ponte Internacional Tancredo Neves, na fronteira entre Foz do Iguaçu (PR) e Puerto Iguazú. Segundo o órgão, ele e os familiares apresentaram documentos de viagem válidos e não houve problemas no processo migratórios.
Ajuda de assessor de Milei
O jornal argentino La Nación publicou que Santiago Caputo, assessor direto de Javier Milei, esteve no aeroporto de Puerto Iguazú como contato oficial de Flávio Bolsonaro.
A informação indica uma possível participação de integrantes do governo argentino na passagem do senador pelo país.
Após deixar a Argentina, Flávio seguiu viagem para Guayaquil, no Equador, e depois embarcou para Miami, nos Estados Unidos.
Autorização temporária para entrar nos EUA
O senador recebeu autorização de permanência temporária nos Estados Unidos por razões humanitárias. Registros dos serviços alfandegários estadunidenses indicam que ele entrou na categoria "DT", modalidade de liberdade condicional temporária que pode ser concedida em situações humanitárias urgentes.
Como o registro tem validade de um ano, Flávio poderia ficar no país até 27 de outubro de 2027.