Ministro do STF Flávio Dino
Gustavo Moreno/SCO/STF
Ministro do STF Flávio Dino

Durante a sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal (STF), desta terça-feira (15), o ministro Flávio Dino citou um vídeo do humorista  Fábio Porchat ao comentar o grande volume de demandas recebidas pela Corte nos últimos dias com as diversas atualizações no caso do Banco Master.


A referência aconteceu depois de o presidente do tribunal, Edson Fachin, afirmar que houve uma “enxurrada de expedientes” no período. Dino disse que a situação descrita no vídeo sobre a rotina de jornalistas também poderia ser aplicada aos ministros do STF.

Eu cheguei atrasado porque eu estava decretando prisão de gente, porque é tanta petição, presidente... Flávio Dino, ministro do STF.


Fachin respondeu que não havia assistido ao conteúdo e comentou que estava ocupado analisando os ofícios "hemorrágicos" que chegaram à Corte.

Vídeo brinca com rotina de jornalistas

No vídeo citado por Dino, Porchat aparece fazendo um desabafo humorístico sobre a rotina de jornalistas que acompanham as últimas decisões sobre as investigações envolvendo o Banco Master  e Daniel Vorcaro.


Por favor, vamos fazer um esquema de revezamento das vazações [sic]. De repente, terça: vazamento. Denúncia de vocês, às quintas. Na sexta, a última coisa que o Xandão pode falar é até meio-dia. Fábio Porchat, em vídeo humorístico.


O humorista brinca com a quantidade de informações divulgadas durante a madrugada e com o impacto desse ritmo sobre profissionais que precisam acompanhar decisões judiciais e acontecimentos políticos em tempo real.

Eu sei que vocês não estão acostumados a trabalhar no horário comercial, mas ninguém aguenta mais quebra de sigilo às 23h da noite. Fábio Porchat, em vídeo humorístico.


O vídeo ainda brinca com o trabalho de jornalistas que apuram informações, checam fontes e produzem matérias, enquanto novas decisões podem alterar todos os acontecimentos antes que as novas notícias sejam publicadas.


Caso Master em debate no STF

Na sessão extraordinária desta terça-feira (15), os ministros analisam um relatório da Polícia Federal (PF) e a possibilidade de abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes pelas supostas mensagens trocadas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro

As mensagens passaram a ser analisadas depois que o ministro André Mendonça retirou o sigilo de documentos relacionados ao caso.

No celular de Vorcaro, os investigadores encontraram um contato salvo como "Alexandre de Moraes BRASILIA". O relatório da PF aponta que o ex-banqueiro enviou  52 mensagens para esse número.

Segundo a PF, Vorcaro escrevia as mensagens em um aplicativo de notas do celular e, depois, enviava capturas de tela pelo WhatsApp, usando visualização única. Dessa forma, os  investigadores conseguiram recuperar os textos enviados pelo ex-banqueiro, mas não tiveram acesso às respostas atribuídas a Moraes.

A troca de mensagens aconteceu nas semanas anteriores à prisão de Vorcaro, em 17 de novembro de 2025, durante a Operação Compliance Zero. Na mesma data, o Banco Central determinou a liquidação do Banco Master, encerrando as atividades da instituição.

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