Grupo de homens armados invadiu o consulado americano na cidade de Benghazi e ateou fogo no local

Um funcionário norte-americano do consulado dos EUA em Benghazi, no leste da Líbia, foi morto após violentos confrontos no complexo, disseram duas fontes de segurança líbias na quarta-feira (horário local).

"Um integrante norte-americano (do consulado) morreu e outros ficaram feridos nos confrontos", afirmou Abdel-Monem Al-Hurr, porta-voz do comitê supremo de segurança da Líbia, acrescentando que não sabia o número exato de feridos.

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O motivo do ataque seria um protesto contra um filme norte-americano considerado blasfemo por alguns muçulmanos, segundo uma fonte de segurança.

Manifestante em frente ao consulado dos EUA em Benghazi
Reuters
Manifestante em frente ao consulado dos EUA em Benghazi

Segundo as autoridades locais informaram à Agência Efe, um grupo de homens armados se concentrou em frente ao consulado, no bairro residencial de Al Fuihat, e em seguida invadiu o local. Durante o protesto, no qual os participantes realizaram vários disparos para ar, um grupo de manifestantes entrou no consulado e queimou parte do prédio. Um repórter da Reuters viu três membros das forças líbias de segurança deixando o local feridos, numa ambulância.

No mesmo dia, manifestantes escalaram o muro da embaixada dos EUA no Cairo , onde rasgaram e queimaram uma bandeira norte-americana para protestar contra esse filme. Muitos muçulmanos consideram que qualquer forma de retratar o profeta Maomé é uma blasfêmia.

Embora não esteja claro qual filme motivou o protesto, a prestigiosa mesquita Al Azhar, do Cairo, condenou na terça-feira o "julgamento" simbólico de Maomé realizado por um grupo dos EUA que tem como participantes o pastor cristão Terry Jones, pivô de protestos no Afeganistão em 2010 por ter ameaçado queimar o Corão.

Segundo o site www.standupamericanow.org, Jones e outros deveriam participar na terça-feira - 11o aniversário dos atentados islâmicos de 11 de setembro de 2001 nos EUA - do "Dia Internacional de Julgar Maomé", na Flórida. O evento teria transmissão ao vivo pela Internet.

Nas convocações para o protesto, alguns ativistas também mencionaram Jones.

Com Reuters e EFE

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