PSDB reage a Lula no Ratinho e diz que declaração é 'desequilibrada'

Em entrevista ao programa do SBT na última quinta, o ex-presidente disse que não poderia permitir que 'um tucano volte a presidir o Brasil'

iG São Paulo |

O PSDB reagiu nesta sexta-feira às declarações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que em entrevista ao "Programa do Ratinho", do SBT, na última noite, deixou no ar a possibilidade de concorrer em 2014 para "não permitir que um tucano volte à Presidência do Brasil". Lula condicionou a candidatura à decisão da presidente Dilma Rousseff de concorrer à reeleição.

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Em entrevista à Rádio Estadão/ESPN, o presidente nacional do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), classificou a declaração como antidemocrática, arrogante e desequilibrada. Segundo o tucano, o comentário do ex-presidente também representa uma descortesia com Dilma, que o sucedeu no cargo e, pela Constituição, teria condições de disputar o Palácio do Planalto novamente.

"Não temos nenhuma pretensão de querer permitir ao Brasil fazer uma coisa ou outra. Não se trata de pessoas. É uma questão da sociedade, de quem vota. Ninguém pode dizer que 'eu não vou permitir que o Brasil vote assim ou siga dessa forma'", disse Guerra, que também criticou a suposta pressão de Lula sobre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para adiar o julgamento do mensalão.

"O que se faz é jogar baixo contra nós com essa absoluta falta de equilíbrio. É uma ação desequilibrada de um homem público que só tem feito bobagem", disse.

O ministro Gilmar Mendes, do STF, acusou Lula de oferecer proteção na CPI do Cachoeira em troca do adiamento do julgamento do mensalão para 2013, ou seja, depois das eleições municipais. Em nota, Lula negou a tentativa de interferência.

O presidente tucano não demonstrou a mesma irritação pelo fato de Lula ter ido ao SBT acompanhado de Fernando Haddad, pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo.O partido não tomará nenhuma providência com relação ao fato do ex-presidente ter ido ao programa de TV para elogiar Haddad, o que poderia caracterizar propaganda eleitoral antecipada. Apesar disso, Guerra declarou que a participação do pré-candidato na eleição paulistana não tem legitimidade, uma vez que ele não teve que passar por prévias.

"Um dos erros recentes do presidente é esse com o Fernando Haddad, que não tem legitimidade para deseja sequer ser candidato a prefeito de São Paulo. É democrático que participe, mas não é legítimo. Não tem base, estrutura e conteúdo. Foi uma escolha pessoal do Lula em mais uma prova de autoritarismo", criticou o deputado tucano. 

Com Valor Online

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