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 <DataGeracaoArquivo>Sex, 4 Ago 2006 03:00:04 -0300</DataGeracaoArquivo>

 <Titulo><![CDATA[Imprensa japonesa revela visita de Abe a santuário nacionalista]]></Titulo>
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 <NomeFonte><![CDATA[Agência EFE]]></NomeFonte>
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 <Olho><![CDATA[Shinzo Abe, porta-voz do Governo japonês e  principal candidato à sucessão do primeiro-ministro do Japão,  Junichiro Koizumi, visitou em abril o polêmico santuário  nacionalista de Yasukuni, informou hoje a imprensa japonesa.  ]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[   A notícia provocou uma imediata reação da China e da Coréia do  Sul, dois países que sofreram no passado a agressão armada do Japão  e que consideram Yasukuni o símbolo do militarismo japonês. O templo  homenageia 2,5 milhões de mortos em combate e 14 criminosos de  guerra.  <br><br>   A agência "Kyodo" citou "fontes ligadas ao tema" para dizer que  Abe visitou o santuário xintoísta dia 15 de abril. Ele seguiu o  exemplo de Koizumi, que desde que assumiu o cargo, em 2001, faz  vistas anuais para honrar os soldados japoneses mortos em guerras de  1853 a 1945.  <br><br>   Na entrevista coletiva que deu após a publicação da notícia de  sua visita a Yasukuni, Abe se limitou a dizer que aprova as  homenagens aos mortos em combate.  <br><br>   "Não vou dizer se fui ou não, nem quando poderia voltar a ir.  Como já disse em outras ocasiões, quero conservar o sentimento de  que posso unir minhas mãos para rezar e expressar meu respeito pelos  que lutaram e morreram pela nação", explicou. Abe sempre apoiou as  visitas de Koizumi a Yasukuni.  <br><br>   O primeiro-ministro foi ao santuário cinco vezes desde que  assumiu a chefia do Governo. Todas as visitas provocaram protestos  no Japão, sobretudo por parte dos pacifistas, e no exterior, onde  países como China e Coréia do Sul denunciam a retomada dos hábitos  militaristas do passado.  <br><br>   Segundo as fontes citadas pela "Kyodo", o ministro porta-voz  assinou o livro de hóspedes ilustres do templo com seu nome e o  cargo que ocupa na Administração: secretário-chefe de Gabinete. Além  disso, fez uma oferenda floral que pagou de seu próprio bolso,  acrescentou a agência.  <br><br>   Hoje, o embaixador chinês no Japão, Wang Yi, expressou a  preocupação de seu Governo com as visitas dos políticos japoneses ao  templo.  <br><br>   "É uma tradição no Oriente evitar fazer algo que possa magoar os  vizinhos", disse Wang.  <br><br>   Em Seul, o Ministério de Relações Exteriores e Comércio  sul-coreano emitiu um comunicado considerando "muito lamentável" a  visita a Yasukuni do ministro japonês, que pode vir a ser o próximo  chefe de Governo.  <br><br>   Os outros dois candidatos à sucessão, os ministros de Relações  Exteriores, Taro Aso, e Finanças, Sadakazu Tanigaki, prometeram, no  entanto, que não visitarão Yasukuni se assumirem o Governo.  <br><br>   Agora a expectativa é pelo dia 15 de agosto, 61º aniversário do  fim da Segunda Guerra Mundial no Pacífico. Yasukuni deverá receber  milhares de visitantes, e entre eles podem estar os próprios Koizumi  e Abe.]]></Texto>

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