Filme “Metéora” usa animação para falar de amor proibido

No Festival de Berlim, longa conta a história da relação de um monge com uma freira em um monastério

Mariane Morisawa, enviada especial a Berlim |

Divulgação
Cena de 'Metéora'
“Metéora”, coprodução Grécia-Alemanha dirigida por Spiros Stathoulopoulos, exibida para jornalistas dentro da competição no Festival de Berlim na manhã deste domingo (12), conta a história de amor entre um monge (Theo Alexander) e uma freira (Tamila Koulieva) que vivem em monastério no alto de montanhas rochosas em Metéora.

Theodoros divide-se entre o espírito e os prazeres terrenos que encontra na vila ao redor. “Quis representar a topografia de Metéora, em que há três planos: o alto, o baixo e o meio, que são as nuvens. Para mim, elas são a representação da alma humana, presa entre uma vida espiritual e desejos mais terrenos”, disse o diretor em entrevista coletiva que se seguiu à exibição.

No filme, que conta com poucos diálogos e é rigoroso em termos formais, o diretor usa a animação em cima de quadros tradicionais da igreja cristã ortodoxa para contar parte da história, principalmente o tormento que se passa dentro dos personagens.

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“Quis usar a iconografia bizantina, mas achei que com a animação ficava mais forte”, afirmou. Em seu segundo longa, Stathoulopoulos mostra talento, mas falta a “Metéora” um pouco mais de alma e coração.

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