Lei Seca mais dura faz Estado economizar, diz ministro da Saúde

Para Alexandre Padilha, acidentes criam pressão sobre hospitais públicos, além de diminuir a produtividade do País

Denise Motta, iG Minas Gerais |

Nós não podemos continuar perdendo vidas de jovens, ter a pressão sobre os serviços de saúde que nós temos por causa de acidentes de carros e de motos

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, defendeu nesta quarta-feira (30), em Belo Horizonte, que a  Lei Seca em todo País seja endurecida e a fiscalização, intensificada. Ele afirma que direção e álcool resultam em acidentes de carros e de motos que pressionam a capacidade de atendimento no sistema público de saúde.

Mais sobre Leia Seca: Aumento de pena é ponto polêmico em nova 'Lei Seca'

“Precisamos apertar cada vez mais a fiscalização da Lei Seca, de qualquer pessoa dirigindo com qualquer nível de álcool. Nós não podemos continuar perdendo vidas de jovens, ter a pressão sobre os serviços de saúde que nós temos por causa de acidentes de carros e de motos e pessoas, inclusive, ficando com deficiência física, ou seja, perdendo parte da produtividade”, disse em entrevista no Hospital de Pronto Socorro João 23, onde anunciou verbas do governo federal para Minas.

 Classificando os acidentes de carros e motos como uma “epidemia”, o ministro defendeu que a realidade do sistema de saúde só será mudada com ações de prevenção. “É fundamental não só que a gente atue no serviço de saúde, mas, também, e sobretudo, na prevenção”.

Permanência no cargo

O ministro da Saúde foi questionado sobre sua permanência no ministério em 2012, já que está prevista uma reforma ministerial. Ele disse que o planejamento na pasta continua o mesmo porque é um planejamento da presidenta Dilma Rousseff (PT). “O cargo de ministro é da presidenta da República. E eu estou muito feliz de estar no Ministério da Saúde", finalizou.

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG