Deputado federal Arthur Lira (PP-AL)
Luis Macedo/Câmara dos Deputados
Arthur Lira disputa a presidência da Câmara dos Deputados com Baleia Rossi, candidato apoiado por Rodrigo Maia

candidato à presidência da Câmara dos Deputados Arthur Lira (PP-AL) reagiu nesta segunda-feira (11) às exonerações feitas por  Rodrigo Maia (DEM-RJ) na estrutura da Casa. Como informou O Globo , servidores em cargos comissionados indicados por parlamentares do  bloco de Lira foram demitidos.

"Isso não é Câmara livre . É uma troca clara de ideologia por espaço político, fisiologismo ", declarou o candidato. "Não acho normal que a 15 dias do fim do mandato de uma Mesa você esteja fazendo demissões ou contratações em massa", complementou.

Houve cerca de 20 exonerações e um número equivalente de nomeações registradas no boletim administrativo da Câmara dos Deputados desde o dia 20 de dezembro — desconsiderando as exonerações a pedido —, nem todas relacionadas a partidos específicos.

"Eu pergunto: é normal? Alguma reforma administrativa? Foram os servidores que pediram demissão? Na verdade nós estamos recebendo relatos de deputados de pessoas ligadas que tiveram servidores demitidos sem nenhum tipo de notificação, remanejamento de cargos", acrescentou Lira.

O deputado do PP criticou ainda o acordo entre PT e Baleia Rossi (MDB) , candidato apoiado por Rodrigo Maia, que envolve posicionamento sobre pedidos de impeachment .

A presidente do PT, Gleisi Hoffmann (PR) , cobrou publicamente o emedebista por uma declaração que deu sobre um eventual processo de impedimento de Jair Bolsonaro .

Em entrevista à Folha de S.Paulo , Baleia Rossi disse que “não há nenhum compromisso, como muitos falam, de abertura de impeachment. É uma mentira.” Em resposta, Gleisi escreveu em rede social que “dar resposta a crimes do Executivo” faz parte do compromisso.

"Como é que você pode aceitar acordo que trata de impeachment ? Não se brinca com democracia", questionou Lira.

Antes de embarcar para o Tocantins, onde tem agenda de campanha, Lira participou de uma coletiva de imprensa em Brasília.

Ele voltou a criticar a possibilidade de haver uma eleição virtual, mesmo que restrita aos parlamentares idosos, e atacou a realização do pleito no dia 2 de fevereiro. É comum que os parlamentares façam a escolha no dia 1º, apesar de ser possível transferi-la para o dia seguinte.

"Por que aventar a possibilidade de fazer a eleição no dia 2? Tudo bem, o regimento permite, a lei dá oportunidade. Mas vocês têm notícias de quando ocorreu no dia 2? Talvez no caso de domingo, feriado, ou alguma coisa. Mas dia 1º de fevereiro (deste ano) é segunda-feira. Por que o Senado vai fazer dia 1º e a Câmara dia 2? Essa também não pode ser uma questão monocrática, porque a Câmara não tem dono", criticou.

Lira diz que vem tentando ser ouvido por Maia e que fez até mesmo um pedido de reunião para que decisões administrativas relacionadas à eleição sejam discutidas. Até agora, no entanto, foi ignorado.

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