Arthur Lira
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Candidato do presidente na Câmara, Lira é alvo de diversos processos

Candidato apoiado pelo  presidente Jair Bolsonaro na disputa pela presidência da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), que já era alvo de diversas ações penais que tramitam um STF, algumas até chegaram a "caducar" por não terem sido julgadas, agora é acusado de ter cometido violência doméstica contra a ex-mulher.

Segundo informações do jornal Folha de S.Paulo, a ex-mulher de Lira , Jullyene Cristine Santos Lins, entregou documentos ao Superior Tribunal Federal que comprovam a acusação, apresentada em agosto do ano passado e que agora foi encaminhada à Vara de Violência Doméstica do Distrito Federal.

No texto, Jullyene acusa o ex-marido de injúria e difamação, diz que "o medo a segue 24 horas por dia" porque sabe o que o deputado "é capaz de fazer por dinheiro". Além disso, aponta que Lira tenta afastá-la dos filhos com "discursos de ódio e chantagens emocionais" e que ocultou bens avaliados em R$ 11 milhões.

Ainda de acordo com a publicação, esta não é a primeira vez que o "homem de Bolsonaro" é acusado pela ex-mulher. Em 2018, ele perdeu o registro de uma arma, que precisou ser devolvida à Polícia Federal, após Jullyene abrir ação de violência doméstica contra ele. Já em 2006, quando ainda era deputado estadual, foi acusado de tê-le agredido com xingamentos, tapas e chutes após descobrir que ela estava se relacionando com outro homem depois da separação. Em ambos os casos, ele acabou sendo inocentado.

Em 2007, o caso que mais avançou contra Lira surgiu após acusação de ameaça . Segundo a ex, ele teria dito "seus dias estavam contados" a uma babá e que iria buscar o filho mais novo mesmo sem o consentimento da mãe. O processo avançou após a mulher confirmar a versão de Jullyenne e o deputado foi indiciado no Tribunal de Justiça de Alagoas. Proibido de manter contato com a vítima, Lira acabou sendo salvo pela prescrição do julgamento no STF.

Já os processos no Superior Tribunal Federal são dois: acusação de corrupção passiva, em denúncia oferecida em abril de 2018 pela PGR, por suposto recebimento de R$ 106 mil em propina do então presidente da CBTU em 2012, e pela participação no "quadrilhão do PP", esquema que desviava verbas em contratos da Petrobras.

Questionado pela reportagem da Folha, Arthur Lira se posicionou por meio de sua assessoria e disse que todos os processos da Lava Jato foram arquivados e que os próximos devem ter "o mesmo desfecho". Além disso, afirmou que as denúncias feitas pela ex-posa "sempre se mostraram infundadas" e que seu patrimônio "é declarado publicamente a cada nova eleição".

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