
A maior pepita de ouro já encontrada no Alasca, nos Estados Unidos, foi descoberta em 1998, durante uma operação de mineração em Swift Creek. A pedra pesa 9,14 quilos e foi vendida por US$ 750 mil, cerca de R$ 4 milhões na época, em um leilão realizado 23 anos depois.
Segundo o Bureau of Land Management (BLM), órgão responsável pela administração de terras públicas nos Estados Unidos, Barry Clay trabalhava com uma escavadeira quando percebeu um objeto de aparência incomum e decidiu recolher a peça para examiná-la.
Depois de ser encontrada, a pepita ficou durante anos na coleção particular de um colecionador, mas, em 08 de dezembro de 2021, a peça foi colocada à venda pela Heritage Auctions.
Batizada de Alaska Centennial Gold Nugget, a pepita faz referência ao centenário da Corrida do Ouro de Klondike, período de intensa busca pelo metal precioso na região. A pepita foi descoberta em 1998, exatamente 100 anos depois do início do período ao qual seu nome se refere.
A casa de leilões Heritage Auctions descreve a peça como uma das maiores pepitas de ouro já encontradas no Hemisfério Ocidental, atrás da chamada Boot of Cortez, descoberta no México.
Ouro está misturado com quartzo
A pepita mede cerca de 17 centímetros de comprimento, 14,5 centímetros de largura e 11 centímetros de altura. Sua aparência também chama atenção porque o ouro está misturado com quartzo branco, uma combinação que ficou preservada em veios na pedra.
Não foi feito um exame para determinar exatamente quanto de ouro existe em seu interior. Segundo a descrição da Heritage Auctions, o proprietário da pepita não considerou necessário fazer esse processo para comprovar a importância da peça.
Uma análise por fluorescência de raios X, técnica usada para identificar os elementos químicos presentes em um material, foi feita na superfície da rocha. O resultado apontou uma concentração média de 87,59% de ouro, o que corresponde a aproximadamente 21 quilates.Para comparação, o ouro puro é classificado como 24 quilates.