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Geert Wilders havia feito um discurso contrário a marroquinos em 2014; no próximo domingo, político formado por ex-nazistas concorre na Áustria

Geert Wilders foi condenado por discursos que incitam o ódio e a discriminação
Reprodução/We are change
Geert Wilders foi condenado por discursos que incitam o ódio e a discriminação

O líder da extrema-direita da Holanda, Geert Wilders, foi condenado nesta sexta-feira (9) por incitamento ao ódio, discurso inapropriado e discriminação.

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A decisão foi tomada por um tribunal holandês, que, no entanto, não aplicou penas ao político, que defende medidas anti-islâmicas. O líder do Partido para a Liberdade fez um discurso em 2014 no qual criticou a entrada de marroquinos no país, incitando o ódio contra os imigrantes.

De acordo com o tribunal, as declarações são "inaceitáveis". O Ministério Público tinha pedido em novembro que a Justiça aplicasse uma multa de 5 mil euros a Wilders.

"Na nossa sociedade democrática, a liberdade de expressão é muito importante, mas não a qualquer preço. Pedimos ao tribunal que condene Wilders por incitar o ódio e a discriminação contra um grupo e que seja condenado a uma multa de 5 mil euros", afirmou o procurador Wouter Bos.

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No Twitter, Wilders considerou a decisão uma loucura. "Três juízes opositores declaram que os marroquinos são uma raça e, assim, condenam a mim e a metade dos Países Baixos. Loucura", afirmou.




Na sua página no Facebook, Wilders publicou um vídeo reiterando a sua posição contra os marroquinos e uma foto com os juízes que o julgaram, sob a legenda "Não confiáveis, falta de profissionalismo. Eles estão do lado errado da história. Os três".

O partido de Wilders aparece entre os favoritos para as eleições parlamentares de março de 2017 na Holanda. Caso vença, será mais um país europeu em direção à extrema-direita.

Extrema-direita a poucos passos de uma liderança Europa

No próximo domingo (11), os austríacos voltarão às urnas para eleger o seu próximo presidente. Nessas eleições, há uma considerável possibilidade de que, pela primeira vez, um candidato da extrema-direita chegue à Presidência em um país da União Europeia.

Essa será uma repetição do segundo turno da votação. Os candidatos são o vice-presidente do Parlamento, Norbert Hofer, do Partido da Liberdade da Áustria e o independente Alexander Van der Bellen.

A repetição será necessária porque, em maio, quando aconteceu o segundo turno pela primeira vez, um recurso foi apresentado pelo partido de Hofer, que denunciou irregularidade na votação anterior.

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Norbert Hofer, cuja formação foi fundada por ex-nazistas, disse que a Europa atravessa uma profunda crise, que deve ser resolvida com menos poderes supranacionais em Bruxelas. Pela oposição, Hofer também é acusado de incitar o ódio contra imigrantes. 

* Com informações da Agência Ansa.

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