
A Estátua da Liberdade, instalada em uma loja da Havan, em Natal (RN), foi pichada nesta terça-feira (13). Em resposta, o empresário Luciano Hang, dono da rede varejista, anunciou uma recompensa de R$ 10 mil para quem fornecer informações que ajudem a identificar o responsável.
Segundo a empresa, câmeras de monitoramento registraram a ação por volta das 03h20, e durou menos de um minuto. Foi escrita a frase "sem anistia Lula 13 ".
Hang lamentou o episódio e classificou a ação como vandalismo.
Depredar o patrimônio dos outros não é manifestação, é vandalismo. Enquanto uns sujam e destroem, outros precisam limpar e consertar. Luciano Hang, dono da Havan.
Na mesma publicação, Hang atribuiu a ação à militância de esquerda e relacionou o episódio a outro caso de depredação registrado na avenida Paulista, em São Paulo.
Pichação na Paulista foi alvo de fake news
O episódio de pichação que Hang menciona aconteceu durante atos pró-Lula na Avenida Paulista neste domingo (11). A imagem original mostrava a estação de metrô Trianon-Masp, na Avenida Paulista, repleta de pichações.
Uma manipulação compartilhada no canal oficial da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) no WhatsApp incluiu uma trabalhadora negra limpando as pichações contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. A legenda afirma que "no final a conta sobra pro trabalhador", sugerindo que uma trabalhadora estaria limpando os textos deixados após o ato a favor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A informação, porém, é falsa.

Uma análise da agência de checagem Lupa com a ferramenta Hive Moderation indicou mais de 90% de chances de a imagem ter sido criada artificialmente. Além disso, uma busca reversa permitiu localizar a imagem original, publicada no site da Companhia Paulista de Transportes Metropolitanos (CPTM), que mostrava as pichações, mas não incluía a trabalhadora.
A imagem manipulada foi compartilhada sem identificação do uso de inteligência artificial no canal oficial da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) no WhatsApp. A sinalização de conteúdos produzidos com essa tecnologia é uma exigência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para campanhas políticas.