Alexandre de Moraes (à esquerda) e Jair Bolsonaro (à direita)
Montagem/portal iG
Alexandre de Moraes (à esquerda) e Jair Bolsonaro (à direita)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, mandou a Procuradoria-Geral da União (PGR) se manifestar sobre o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para que o senador  Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, visite seu pai em Brasília, onde cumpre prisão domiciliar, condenado por tentativa de golpe de Estado.

O pedido dos advogados foi feito um dia após o filho de Bolsonaro avançar ao segundo turno da eleição presidencial, enfrentando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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A suspensão das autorizações de visitas de Flávio ao pai foi determinada por Alexandre de Moraes em julho, quando o então pré-candidato leu em live uma carta escrita pelo ex-presidente, que está preso e proibido de falar em público.

Moraes concluiu que o senador havia sido usado como intermediário para divulgar uma manifestação de teor político-eleitoral escrita por Jair Bolsonaro e proibiu as visitas por 90 dias.

Na ocasião, o magistrado apontou reincidência de Flávio Bolsonaro em descumprimento de ordens judiciais, relembrando episódio em 3 de agosto de 2025 em que o parlamentar também usou as redes sociais para transmitir a participação do pai,  por meio de telefone, de um ato em Copacabana (RJ).

E acrescentou na sua decisão que o histórico comprovava um "ostensivo desvio de finalidade" no exercício do direito familiar de visita.

O prazo de 90 dias  termina dia 11 de outubro.

A petição da defesa

Na petição, a defesa pede, como pedido principal, o restabelecimento do regime ordinário de visitas a Jair Bolsonaro. Os advogados argumentam que já decorreu período significativo desde a adoção das restrições e que não houve novos episódios que justifiquem a manutenção do regime excepcional.


Como alternativa, solicitaram autorização, em caráter excepcional, para uma única visita de Flávio antes de 11 de outubro. Seria um encontro de natureza "exclusivamente familiar" e ocorreria em data e horário previamente combinados, segundo a petição protocolada no STF pelos advogados de Bolsonaro.

O  segundo turno da eleição presidencial ocorre dia 25 de outubro.

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