Taylor Swift deu nome a uma nova espécie de percevejo
Reprodução/UCR - Sarah Schroeder + Reprodução Instagram/@taylorswift
Taylor Swift deu nome a uma nova espécie de percevejo

Uma nova espécie  de inseto australiano entrou para a classificação científica carregando uma referência direta à cantora Taylor Swift. Batizado de Swiftiephylus taylorae, o animal faz parte de um gênero de percevejos descrito por pesquisadores da Universidade da Califórnia (UC) em Riverside, nos Estados Unidos. O trabalho foi publicado na revista científica Insect Systematics and Evolution e apresentou, ao todo, 12 espécies até então desconhecidas.

Taylor Swift deu nome a uma nova espécie de percevejo
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Taylor Swift deu nome a uma nova espécie de percevejo


Dentre elas, quatro  subespécies pertencem ao novo gênero Swiftiephylus. O nome junta “Swiftie”, como os fãs de Taylor são conhecidos, com “Phylus”, termo usado com frequência na nomenclatura desse grupo de insetos. Além do S. taylorae, foram descritos o Swiftiephylus amator, o Swiftiephylus intrepidus e o Swiftiephylus poetorum. As três últimas denominações são versões em latim de “lover”, “fearless” e “poets”, em referência aos álbuns  Lover, Fearless e The Tortured Poets Department.

Taylor Swift deu nome a uma nova espécie de percevejo
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Taylor Swift deu nome a uma nova espécie de percevejo


A homenagem  partiu de Sarah Schroeder, doutoranda em entomologia na UC e da cantora desde a infância. A entomóloga também explicou que a aparência dos bichos pesou na escolha, já que os percevejos apresentam um corpo amarelo-pálido com pequenos detalhes avermelhados. Ela relacionou as cores ao cabelo loiro e ao batom vermelho tradicionalmente associados à imagem de Taylor Swift.

O visual icônico de Taylor Swift é o cabelo loiro e os lábios vermelhos. Esses insetos são amarelo-pálidos com detalhes vermelhos. Para mim, como Swiftie de longa data, pareceu autêntico homenagear Taylor dessa forma e chamar atenção para a diversidade de insetos que ainda precisa ser descoberta. Sarah Schroeder, doutoranda em entomologia da UC Riverside






Taylor Swift deu nome a uma nova espécie de percevejo
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Taylor Swift deu nome a uma nova espécie de percevejo


No próprio artigo científico, Sarah chegou a descrever os novos espécimes de percevejo como “loiros”. Ademais, a coloração diferenciada do  inseto também o ajuda a se esconder entre as estruturas avermelhadas e alaranjadas das árvores australianas.

Insetos estavam guardados havia décadas

Taylor Swift deu nome a uma nova espécie de percevejo
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Taylor Swift deu nome a uma nova espécie de percevejo


Apesar de terem sido reconhecidos de forma oficial somente neste ano, os percevejos não foram encontrados recentemente. Os espécimes vieram de coletas realizadas entre os anos de 1995 e 2004, em meio a um grande projeto de levantamento da biodiversidade do Museu Americano de História Natural e do Australian Museum.

Taylor Swift deu nome a uma nova espécie de percevejo
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Taylor Swift deu nome a uma nova espécie de percevejo


A iniciativa reuniu mais de 50 mil indivíduos de percevejos, quantidade que exigiu anos de separação e análise. Na pesquisa recém-publicada, Sarah e a professora Christiane Weirauch examinaram um total de 593 exemplares. Os Swiftiephylus foram catalogados como parte da família Miridae, considerada a maior família de percevejos verdadeiros, com mais de 11 mil espécies já descritas.

Sabemos tão pouco sobre esses insetos que, na verdade, não entendemos o que estamos perdendo. Precisamos estudar mais. Christiane Weirauch, professora de entomologia da UCR




She-oaks australianas servem de alimento e abrigo dos percevejos
Reprodução Wikimedia Commons/John Tann from Sydney, Australia
She-oaks australianas servem de alimento e abrigo dos percevejos


O animal vive de forma associada às chamadas she-oaks australianas, se alimentando das plantas,  sem indicação de que provoca danos significativos às árvores ou ofereça risco a pessoas e animais. A escolha de Taylor também foi usada para chamar atenção para a própria taxonomia, atraindo holofotes ao usar o nome da diva pop.

Taxonomia ajuda na preservação e descrição das espécies
Reprodução Wikimedia Commons/Marek Slusarczyk
Taxonomia ajuda na preservação e descrição das espécies


Algumas estimativas da UC indicam que podem existir até 30 milhões de espécies de insetos ainda não documentadas. Questionada, Sarah afirmou que se sente animada com novas descobertas e revelou adorar "Descobrir o que existe por aí e o que aconteceu no passado".

A taxonomia é a pedra angular da conservação. Se não descrevemos as espécies, não sabemos que elas existem e não podemos conservá-las. Sarah Schroeder, doutoranda em entomologia da UC Riverside



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