
Uma nova espécie de isópode gigante descoberta no Vietnã recebeu o nome de Bathynomus vaderi, em referência ao vilão Darth Vader, de Star Wars. O estudo foi publicado no início deste ano na revista científica internacional ZooKeys.

O nome se deve ao formato da cabeça do crustáceo, muito semelhante ao capacete do personagem. O maior exemplar analisado do isópode media cerca de 32,5 centímetros e pesava mais de um quilo, colocando a espécie entre os supergigantes da família.

Isópodes são caracterizados por um exoesqueleto rígido e por sete pares de pernas, mas a maior parte das espécies mede menos de 2,5 centímetros. Os indivíduos do gênero Bathynomus, por sua vez, vivem entre 170 e 2.500 metros de profundidade e se alimentam principalmente de animais mortos.

Os isópodes foram capturados por pescadores na costa de Quy Nhon, na região Sul vietnamita. Os pesquisadores compararam exemplares de coleções de vários países e examinaram o DNA do animal marinho. O Bathynomus vaderi se distingue dos demais supergigantes pelo último segmento das pernas traseiras, que se estreita na ponta e se curva levemente para trás.

No Vietnã, os isópodes gigantes são vendidos vivos em mercados de frutos do mar. A procura cresceu a partir de 2017, quando o crustáceo passou a ser tratado como iguaria e o sabor de sua carne foi comparado à lagosta. No início de 2024, animais de um a dois quilos saíam por 1 milhão de dongs, o equivalente a R$ 200.

Conni Sidabalok, coautora do estudo e pesquisadora da Agência Nacional de Pesquisa e Inovação da Indonésia, afirmou que a reprodução do gênero é lenta.
As fêmeas produzem apenas algumas centenas de ovos, que eclodem como versões miniatura dos adultos, o que torna a espécie vulnerável à sobrepesca. Conni Sidabalok, coautora do estudo e pesquisadora da Agência Nacional de Pesquisa e Inovação da Indonésia (à CNN)

Já Lanna Cheng, professora de biologia marinha da Universidade da Califórnia, teceu críticas e avaliou que o consumo pode levar a espécie à extinção.
Essas criaturas não crescem muito rapidamente, e se se tornarem um item muito incomum e procurado, podemos comê-los até a extinção. Lanna Cheng, professora emérita de biologia marinha da Universidade da Califórnia, que não participou do estudo (à CNN)