Presidente e candidata à reeleição explorou oposição PSDB e PT, apesar de Marina figurar na segunda posição das pesquisas

Embora o Ibope aponte Marina Silva como principal adversária na disputa pela presidência, Dilma Rousseff guardou suas críticas mais contundentes a Aécio Neves no debate da TV Bandeirantes, nesta terça-feira (26). Além de opor os governos de PT e PSDB, a petista usou de ironia e linguagem dura ao interagir com o tucano.

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No segundo bloco, em que os candidatos faziam perguntas uns para os outros, Dilma questionou que outras medidas impopulares o tucano tomaria além de prejudicar o salário mínimo e o emprego. Na réplica, atacou novamente: "O fato é que o governo do PSDB cortou salários e deu tarifaço."

Veja imagens do debate presidencial na TV Band:

Ao ser alfinetada sobre a inflação por Aécio - que desafiou o telespectador a votar em Dilma se os preços dos produtos nas feiras não tivessem subido - a petista respondeu na mesma moeda, e com ironia: "Acho que o senhor desconhece que existe uma grande crise internacional. Tem ou não tem mais emprego, mais comida, maior proteção, acesso a milhões de moradias no Minha Casa Minha Vida. Tem ou não tem o Bolsa Família?"

Adversários de Dilma no debate: 

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A petista ainda retomou o tom irônico ao acusar o governo do PSDB de planejar mudar o nome da Petrobras para Petrobrax - "porque soava melhor no ouvido dos ingleses" - e ao dizer que era normal o tucano se opusesse aos conselhos de participação social propostos pelo governo porque "eles (o PSDB) sempre tiveram medo da participação social".

Marina Silva, entretanto, não foi completamente poupada da agressividade da presidente. Ao responder à acusação de Marina de que o Programa Mais Médicos é paliativo, Dilma respondeu que "ninguém que está doente acha que sua saúde é paliativa."

Além de expor números dos governos do PT - raramente Dilma falou em "meu governo" - a petista voltou a defender a proposta de um plebiscito para realização de reforma política. A ideia surgiu após os protestos de junho de 2013 e, pela proposta original do governo, tomaria a forma de uma Constituinte, mas foi abandonada.

A presidente também se disse favorável a uma "regulação econômica" dos meios de comunicação, ao ser questionada sobre a defesa do controle social da mídia, que encontra apoio no PT.

"Eu acredito também que como qualquer setor, telefonia portos, aeroportos, eles têm que ter regulação econômica. Ou seja, não pode haver o monopólio nem o uso indevido. Então eu sou a favor da regulação econômica. Agora, dentro da maior liberdade de expressão."

Durante o debate, a candidata usou pelo menos três vezes o seu cacoete favorito: "no que se refere".

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