Carlos Marighella
Se estivesse vivo, o fundador da Ação Libertadora Nacional (ALN), Carlos Marighella, completaria 100 anos nesta segunda-feira. Um dos principais arregimentadores da luta armada no Brasil, o revolucionário defendia a guerrilha como única forma de superação da ditadura e da influência Norte-Americana no país. Suas posições políticas e seu conflito com o Partido Comunista Brasileiro foram expostas numa entrevista veiculada pela rádio Havana (Cuba) em 1967, logo após a realização da primeira Conferência da OLAS (Organização Latino-Americana de Solidariedade), onde métodos para a revolução em países latinos foram debatidos.
A entrevista foi ouvida no Brasil por alguns militantes de organizações de esquerda que sintonizavam a rádio Havana em ondas curtas. Ela serviu como fonte de mobilização para jovens que estavam dispostos a pegar em armas na luta contra a ditadura.
Trechos dessa entrevista foram publicados em trabalhos acadêmicos e livros sobre a ditadura. O áudio com a íntegra, contudo, ficou perdido por anos. O material foi recuperado recentemente, durante pesquisas feitas por uma das militantes que trabalhou na construção da ALN, Iara Xavier. Ela é irmã de Iuri Xavier - que foi um dos líderes da ALN assassinado pela ditadura em 1972.
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O iG teve acesso à entrevista que revela o modo de pensar do guerrilheiro Marighella, assassinado em 4 de novembro de 1969.
Clique no player abaixo para ouvir a íntegra da entrevista:
Pergunta: Um telegrama da agência de notícia francesa France Press, fechado hoje no Rio de Janeiro, disse assim: Carlos Marighella será expulso por indisciplina do comitê central do Partido Comunista Brasileiro, informa hoje a imprensa de Brasil. Os diários locais, que se baseiam em informações de recorridas em organismos de segurança brasileiros, indicam que essa decisão do PCB foi motivada pelo fato de Marighella ter ido à Havana para assistir à Conferência da OLAS, Organização Latino-Americana de Solidariedade. Precisamente nos encontramos sentado à frente de Marighella, no seu quarto no hotel Habana Libre, para que nos dê sua resposta a este telegrama e ao tempo nos fale a respeito da situação atual do seu País.
Carlos Marighella: O que tenho a explicar ao povo Cubano é que estes telegramas indicam apenas que os periódicos brasileiros procuram utilizar-se do episódio da minha vinda a Cuba para fazer provocações contra os revolucionários. A notícia de que eu serei expulso do Comitê Central do Partido Comunista Brasileiro ou do Partido Comunista Brasileiro por indisciplina é baseada no fato de que foram obtidas informações nos organismos de segurança brasileira, quer dizer, dos organismos policiais, que não podem realmente saber de nada. De qualquer maneira, como tenho uma posição divergente em relação à direção do Partido Comunista Brasileiro, pois sou partidário da luta de guerrilhas como caminho para solução dos problemas do nosso povo, creio que seria ridículo expulsar um revolucionários somente
porque veio a Cuba trazer a solidariedade do povo brasileiro à revolução cubana e à Primeira Conferência de Solidariedade Latino-Americana. Quanto à questão levantada nestes telegramas, que noticiam as posições dos jornais brasileiros que pertenço a uma fração do partido Comunista juntamente com outros camaradas, no sentido de desrespeitar as decisões do Partido Comunista Brasileiro, porque somos favoráveis à luta armada, devo esclarecer ao povo cubano que não pertenço a nenhuma fração. Sou o primeiro-secretário do Partido Comunista em São Paulo, do Comitê Estadual do Partido Comunista em São Paulo, e não tenho nenhuma necessidade de organizar grupo, fração, nem mesmo de organizar um novo partido comunista, porque já temos em nosso país muitas organizações. Há grande confusão ideológica, muita gente que pretende atribui-se a condição de líder, de dirigente, mas tudo isto baseado em declarações, na elaboração de informes, na realização de reuniões, quando o fundamental para nós no Brasil é passar para a ação, desencadear a luta armada. É organizar a luta de guerrilhas. Somente em torno da luta de guerrilhas, somente em torno de um caminho revolucionário como esse é que se pode realizar a unidade dos revolucionários, a unidade do povo brasileiro. Assim, seria perder tempo participar de frações, tentar organizar novos partidos e tentar percorrer o caminho tradicional que não nos ajudará em coisa nenhuma e só nos levará a passar ainda mais anos na pasmaceira em que nos encontramos atualmente. Minha posição e a dos camaradas que estão com a mesma disposição que tem a mesma convicção é exatamente a da preparação da luta armada, do desencadeamento da luta de guerrilhas e da concentração de todos os esforços nessa atividade. Era isso que tinha a esclarecer.
Pergunta: Marighella, existem no Brasil forças revolucionárias capazes de resistir à ditadura de ir à luta armada contra o regime?
Marighella: Sim. Existem essas forças. As forças revolucionárias capazes de resistir à ditadura e ir a uma luta armada contra o regime encontram-se dentro do Partido Comunista Brasileiro e fora do mesmo partido. Há várias organizações, agrupamentos, correntes e forças outras que defendem posição revolucionária que estão dispostas de ir à luta armada, que têm convicção que o caminho brasileiro para a salvação de nosso povo é a luta armada, e que podem realiza-la. Quando existem condições tais como as que se apresentam em nosso país essas forças revolucionárias são criadas praticamente dia-a-dia e hora-a-hora. O que é preciso é passar para a ação. Fazer com que essas forças se coordenem no mesmo sentido e que passem no desencadeamento da luta e se prepararem. Que vão, portanto, à área rural, que é onde nós podemos, no Brasil, desenvolver a luta que pode ser apoiada pelos trabalhadores, por todo o povo dentro das áreas urbanas e, nesse sentido, marchar para conseguir a vitória que no Brasil só poderemos conseguir se juntarmos esse nosso esforço ao esforço de todos os outros povos Latino-Americanos.
Pergunta: Agora a gostaríamos de perguntar a cerca da responsabilidade que corresponde ao PCB ante ao golpe militar de 1964?
Marighella: Não há propriamente responsabilidade do Partido Comunista Brasileiro em relação ao golpe militar de 1964. A responsabilidade, se quiséssemos falar assim, maior, realmente cabe à direção do Partido Comunista Brasileiro. Por que a direção do Partido Comunista Brasileiro cabe orientar as bases, traçar os planos e orientar todo o povo, dar as diretivas necessárias para que a luta seja enfrentada. Ora, a direção do PCB seguiu caminho de submissão à liderança da burguesia. Confiava que os generais brasileiros pudessem vir a resolver a situação do povo. Confiavam num dispositivo militar. Realizava, na verdade, ou propunha a realização, de um trabalho de cúpula nos altos níveis das organizações. Não era trabalho realizado pela base, em que o povo participasse diretamente de baixo para cima e, por tanto, um trabalho que tivesse estrutura firme em que o proletariado, o campesinato, as forças de massa do Brasil estivessem mesmo atentas para a situação. Então, a direção do nosso partido era direção que estava se conduzindo com base de ilusões de classe, de ilusões com a burguesia. Evidente que com essa posição deixou o povo brasileiro inteiramente despreparado e, quando sobreveio o golpe militar de 1965, evidente que não havia condições para a resistência. O povo se encontrava na rua. Não tinha armas, entretanto. E não havia ação daquelas forças do governo e da burguesia que o partido, ou melhor, a direção do partido, sustentava que iriam reagir. O resultado é que inteiramente desprevenidos e despreparados com todas as ilusões que haviam sido defendidas pela direção do partido, ficou todo o povo brasileiro impossibilitado de impedir que o golpe se concretizasse, como acabou se concretizando. Esse é o caso típico de uma lição, de um ensinamento que se pode obter exatamente pelo fato de que a liderança comunista deixa de acreditar no proletariado como força dirigente da revolução, deixa de acreditar no aliado fundamental do proletariado, que é o campesinato, para lançar-se de mãos e pés amarrados diante da burguesia. Sem condições, portanto, de impedir o golpe que fatalmente virá em quaisquer circunstâncias sempre que o Partido Comunista não se preparar para a luta armada e não se preparar para organizar as forças armadas do povo, que é a única coisa que pode deter a posição, a ação dos imperialistas Norte-Americanos contra a liberdade do povo brasileiro ou dos povos da América-Latina.
Pergunta: Que forças revolucionárias e que tipo de organização crê o senhor lograria a aliança armada entre trabalhadores e campesinos que se faz necessária para chegar a criar o núcleo do exército de liberação brasileiro?
Marighella: O que nós revolucionários comunistas estamos empenhados na luta armada e temos a forte convicção que só a luta armada resolverá a questão brasileira, o que nós revolucionários, o que nós comunistas estamos pensando, é que em face da situação brasileira e das organizações que ali existem, o que deveríamos fazer é procurar lançar a luta de guerrilhas na área rural do País sem nos preocuparmos em que qualquer das organizações existentes tomasse a inciativa. Não se trata que esta luta armada, que essa guerrilha no Brasil tenha que ser organizada somente pelo Partido Comunista Brasileiro ou por qualquer outra organização existente dentre as que atuam no Brasil, sejam as organizações dos partidários de (Leonel) Brizola, de (Miguel) Arraes, do (Francisco) Julião, da Ação Popular, da POLOP, da Política Operária e mesmo das organizações da esquerda católica. O problema não se situaria, portanto, na situação agora de uma organização que fosse dar a diretiva de luta armada, mas começar a luta armada com os revolucionários de dentro e de fora do partido, e de todas as organizações que estejam dispostas dentro de um plano estratégico político global, a iniciar a luta. Fazer com que esta luta armada, que no caso brasileiro, como no caso Latino-Americano, penso, tem que ser a luta guerrilheira. Fazer com que essa luta tenha um caráter duradouro, que dure, que tenha continuidade, ainda que a principio seja luta que mobilize um grande número de homens, mas que possa obter êxito iniciais e manter-se e implantar-se na área rural do país. Isso dará confiança ao povo brasileiro e essa luta progredirá. E nessas condições, então, no processo, será possível criar-se a verdadeira organização revolucionária capaz de levar a vitória ao povo brasileiro através da luta de guerrilha.
Pergunta: É possível lutar pelas reformas de base de forma pacífica em um Brasil governador por gorilas?
Marighella: Não. Não é possível lutar por essas reforma através do caminho pacífico num Brasil com a ditadura que tem no presente momento. Já anteriormente, quando havia o governo de João Goulart, nós seguimos, ou melhor, nosso partido, sua direção, enfim, os revolucionários no Brasil seguiram esse caminho, de lutar pela reforma de base pelo caminho pacífico e sob a liderança da burguesia. Isso nos levou a um fracasso completo e total pois, nas condições atuais, a burguesia no Brasil e em outros países não tem condição de dirigir a revolução. E não há condições também, no momento em que o imperialismo lança mão de sua estratégia global, não há condições para se obter a vitória pacífica através dessas lutas pela reforma. As reforma de estrutura, de base, que necessitamos no Brasil, e de que necessitamos em muitos países da América-Latina, só se pode conseguir através da luta revolucionária. Ou melhor, através da tomada do poder pela via revolucionária. Quando somente então, e com forças armadas do povo em ação, podemos dominar a ação das forças reacionárias, a ação do imperialismo e realizar essas reformas e levar o País até o socialismo. Fora disso não é possível. E a lição que recebemos no Brasil e uma lição que pode servir para os demais povos da América-Latina.
Pergunta: Marighella, por último, gostaríamos perguntar o seguinte: que espera o movimento revolucionário brasileiro desta primeira conferência da OLAS?
Marighella: Para o povo brasileiro a primeira Conferência de Organização Latino-Americana de Solidariedade, Olas, significa muito, significa mesmo o passo mais avançado que foi dado na América-Latina, para que reunamos todas as nossas forças num plano estratégico global visando obter a liberação de nossos países do julgo do imperialismo Norte-Americano. Somente agora, e depois que a revolução cubana conseguiu sua grande vitória, e se encaminhou pelo terreno da construção do socialismo no primeiro país da América-Latina, tornou-se possível congregar todos esses esforços, dos revolucionários de toda a América-Latina, como acontece agora nessa primeira Conferencia da Organização Latino-Americana de Solidariedade para enfrentar a estratégia global do imperialismo Norte-Americano. Espero que o movimento revolucionário brasileiro saberá compreender a importância dessa primeira Conferência Latino-Americana de Solidariedade e que se junte aos esforços que todos fazemos no sentido que, como disse o comandante Che Guevara, criar um, dois três, muitos Vietnãs.
(Colaborou Adriano Ceolin, iG Brasília)
Li atentamente todos os comentários e parabenizo alguns pela coerência. A verdade é uma só: não existe nada melhor do que a DEMOCRACIA, desde que com regras, sob a égide da Lei e obediência rigorosa aos direitos de todos (todos iguais perante à lei). Contrôle e expurgo da corrupção e o uso da fôrça democrática e da Justiça para os transgressores na mantença da DEMOCRACIA. A construção de uma plena democracia é demorada, mas com povo e governantes bem intencionados, chegaremos lá. Aliás estamos num caminho razoavelmente bom. Agora uma coisa é certa, se aquele tal de Marighella conseguisse matar um monte de gente e tomar o poder no Brasil, teriamos com certeza até hoje uma 2ª Cuba. Graças a Deus nada disso aconteceu e apesar dos pesares, retomamos o regime democrático.
Responder comentário | Denunciar comentárioOla. E Sempre sera Olas. Dessa Organização sempre as minhas mensagens me colóquei a primeira letra para iniciar, Ola. Organização latino Americana, Esta organização podemos chamar de Socialismo, que ainda falta muito para cumprir, Os revoluncionários estão agindo somente nas palavras e pacificamente mas nós chegamos La para colocar tudo em pauta, Nós não vamos recuar que, AGORA ficou mais facil para comunicar, não precisa mais de grande protesto como outros Paises, É só tirar os corrupito e os capitalismo selvagens já é uma revolução sem armamento. Unificarão SEMPRE OLAS. Aqules que acredita nas Estabilização AMÉM. ATÉ MAIS.
Responder comentário | Denunciar comentárioGraças a DEUS foi implantada a ditadura militar no Brasil, só assim "hoje" eu estou podendo transmitir a minha opinião sobre os "socialistas-comunistas" da época. Pois senão estariamos hoje vivendo a DITADURA DO PROLETÀRIADO, aquela que mata milhões para se perpetuar no poder. E dar um tiro na nuca de seus opositores. Quem diz ao contrário??? vá para cuba, coreia do norte ........ boa viagem. Obrigado militares brasileiros e gostaria que a comissão da verdade descubra a VERDADE DO OUTRO LADO TAMBEM, ou lá só tinha santinhos?????
Responder comentário | Denunciar comentário\nDurante muito tempo procurei por essa entrevista de Mariguela. Ela poderia ser uma especie de "marco historico" que marcava a intensificação da ação de enfrentamento politico contra a ditadura atraves da luta armada. De fato claramente ele indica esse caminho na entrevista. Quem viveu esse periodo lembra que nos anos seguintes houve uma inflexão nos caminhos da esquerda brasileira entre os que defendiam a luta armada e os que faziam a opção pelos caminhos da luta institucional. Esses anos marcam tambem o endurecimento da ditadura e o massacre sofrido pela esquerda armada brasileira. \nEsse documento historico publicado no IG pelo jornalista Severino Motta nos faz refletir sobre a luta politica da esquerda no Brasil e nos permite reverenciar o centenario de um dos nomes fundamentais dessa luta.\n\nhá 3 horas · Curtir · 1
Responder comentário | Denunciar comentárioPARABENS "COSTA", VOCE ESCREVEU O MEU PENSAMENTO, HOJE NOS VIVEMOS ACUADOS, TRANCADOS, COMO SE FOSSEMOS CONDENADOS, ENQUANTO LA FORA ESTA A PODRIDÃO, COM FALTA DE RESPEITO, BAILES FANKS, ASSALTOS, ENFIM, VOCE SABE, OS POLITICOS, FAZEM LEIS QUE PROTEGEM MARGINAIS, ENQUANTO NOS PAGAMOS ALTOS IMPOSTOS, ALIMENTANDO A CORRUPÇAO.
Responder comentário | Denunciar comentárioÉ isso aí, Souza. Tem muito imbecil que escreve besteira! Parabéns por suas palavras. Comunismo nunca existiu. Sempre existiram o Estado e as classes sociais inviabilizando sua implantação. Essa é a história, não se trata de opinião.
Responder comentário | Denunciar comentárioO comunismo/socialismo é o responsável pelos maiores genocídios fraticidas \nda História Universal!\nProvas:\nMao-Tsé-Tung: matou 60milhões de irmãos compatriotas na China!\nStalin:matou 30 milhões de irmãos compatriotas na União Soviética!\nFidel e Che Guevara: promoveram a morte fraticida de 100.000 cubanos,\n17 mil fuzilados covardemente e 83 mil que preferiram sercomidos por tubarões noem em fuga do que viver em Cuba!\nPORTANTO, O QUE SIGNIFICA ENALTECER UM TERRORISTA CÚMPLICE DE GENOCÍDIO\n QUE QUERIA, ASSASSINANDO BRASILEIROS,\nTRANSFORMAR O BRASIL NUMA CUBA, NJUMA CHINA OU NUMA UNIÃO SOVIÉTICA?\n\n
Responder comentário | Denunciar comentárioCapitalismo x Comunismo:\n O que denigre ambos sistemas são seus lideres. Nenhum dos dois lados é o correto, pois lhe faltam escrúpulos, ambos têm sangue nas mãos. As vítimas que perderam suas vidas, ceifadas por militares capitalistas ou guerrilheiros comunistas e que pagaram o preço, muitos não tiveram nem seus corpos encontrados para um sepultamento digno, esses merecem que documentos secretos sejam revelados, quem investigações sejam reabertas.\n Os militares foram usurpadores do nosso dinheiro, pago com nossos impostos fizeram fortuna, não permitiam a liberdade de expressão e não respeitavam os direitos humanos básicos, e eram manipulados pela embaixada americana e pelos interesses das multinacionais daquele império, em resumo eram fantoches.\n Os comunistas brigavam por um mundo utópico de igualdade entre os seres, "balela". E agora no poder, mostram que são mais ladrões ainda que os que combatiam, oprimem o trabalhador, partidos que tem na sigla muitas vezes nome trabalho, reformam a previdência para que vocês e eu morramos trabalhando sem direito a uma aposentadoria. nos países comunistas/socialistas só que sofre é o proletariado os comandantes têm fortunas e comandam seus reinados com mão de ferro sem sucessão perpetuando-se no poder. Hoje nosso país corre o risco de que qualquer grupo mafioso destes se perpetue como uma monarquia sanguinária.\n Brasil necessita que se cumpra a constituição, que para entrar no serviço público se faça um concurso não entre pela janela através de atributos escusos, que esses políticos em sua maioria corruptos, reformem o código penal, orientados por juízes concursados "de direito" e que se acabe com as listas tríplices para escolha de ministros do supremo, desembargadores, conselheiros dos tribunais de contas dentre outras listas sujas que só beneficiam as siglas partidárias que estão no poder e são ditas listas um câncer para a nação. Mais o que mais é necessário no Brasil é de investimento em educação e pesquisa para que o povo escolha políticos que tenham propostas concretas para o crescimento do país e não coloquem analfabetos funcionais, palhaços e populistas na direção do barco, pois uma hora dessas, ele afunda nas aguas poluídas do tietê ou na baia de Guanabara ou em qualquer pântano despoluído a custos de bilhões de reais ou dólares imperiais.\n\n
Responder comentário | Denunciar comentárioErnesto | 05/12/2011 17:52
"Os militares foram usurpadores de nosso dinheiro, pago... fizeram fortuna..." Me cite um militar rico, um só. Ponte Rio Niterói, Itaipu, Transamazonica, Metro do Rio, Trensurbe de Porto Alegre, Cuiabá Santarém... Essas obras e muitas outras foram daquela época que existia bom asfalto e sem pedágio, e hoje? \nMe cite uma grande obra hoje em construção. E os impostos aumentaram ou diminuiram?\nA segurança como anda? Existiam tantos assaltos como hoje? Você se sente mais seguro hoje?\nVocê deve ser um dos produtos que a mída marrom criou. Procure se informar antes de acusar um movimento que apenas defendeu o Brasil do comunismo. Haja vista a entrevista do Marighella. O resto é balela.
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Katrina, cheias em Blumenau, fome na Etopia, guerra no Orinte Médio, guerra do Tráfico no RJ, crianças que não respeitam os mais velhos etc... Tudo isso é fruto do capitalismo, ele destrói as florestas (para gerar lucros) e com isso temos desastres "naturais", apoiam ditadores (e criam milhares de" Etiopias"), alimenta odios entre os povos (tudo para manter o "status quo"), apoiam milicias e traficantes e a "liberdade de impresa" que ajuda a vender produtos e deseducar os pequenos (os atuais desenhos são verdadeiros manuias de delinquentes). Tudo isto é culpa sim do capitalismo, pois vivemos dentro de uma filosofia onde o que importa é vencer, ter o melhor carrão, se dar bem... e o que que é isto?? Isto é o espirito do capitalismo. Se dessemos uma chance ao socilismos cientifico de Marx - mas não ao falso socialismo praticado em Cuba, URSS, China (é brincadeira chamar a China de Socialista..rsss) - com certeza o mundo seria melhor. Portanto, quem não conhece o trabalho de Marx (e não as baboseiras que a midia fala sobre o Socialismo) deve conhecer.
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