Tribunal Penal Internacional abre inquérito sobre atrocidades em Mali

Segundo promotora Fatou Bensouda, ação segue pedido do governo central, que alega não ter condições de processar e julgar grupos armados e rebeldes

iG São Paulo | - Atualizada às

O Tribunal Penal Internacional lançou um inquérito preliminar para investigar as atrocidades cometidas por rebeldes no norte de Mali .

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Segundo Fatou Bensouda, promotora chefe do tribunal, a decisão segue um pedido do governo de Mali. “Instruí meu escritório a fazer imediatamente um exame preliminar sobre a situação”, explicou Besouda em comunicado nesta quarta-feira.

Ela disse que o governo de Mali admitiu não ter condições para “processar ou julgar os autores” de tais atrocidades.

O inquérito buscará estabelecer razões que resultem em acusações formais sobre as atrocidades. Grupos armados, incluindo rebeldes islamitas, são acusados de execuções, estupros e ainda de utilizar crianças como soldados.

Os rebeldes tomaram controle do norte de Mali depois de um golpe no empobrecido país do Oeste africano.

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Timbuktu

Anteriormente, Bensouda havia condenado a destruição de santuários muçulmanos na antiga cidade de Timbuktu , classificando o ato um “crime de guerra”.

Os militares tomaram o poder em Mali em março , acusando o governo do país de não fazer o bastante para combater o Movimento Nacional de Libertação do Azawad (MNLA), importante componente da rebelião tuaregue no Mali, além de grupos islamitas ligados à Al-Qaeda no Magreb Islâmico, braço da Al-Qaeda no norte da África.

Os militares disseram ter derrubado o presidente por falhas no combate à insurgência étnica Tuareg no note do país, que começou em janeiro. O conflito ganhou força quando partidários do líder deposto da Líbia, Muamar Kadafi , morto em outubro , voltaram a Mali fortemente armados. 

*Com BBC

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