Para Maria do Rosário, há uma "escalada de violência e de mortes nas ruas"; nesta quinta-feira moradores de rua foram incendiados

A ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário, defendeu nesta quinta-feira (15) a criação de delegacias especializadas no atendimento a moradores de rua como uma das respostas ao que classificou como uma “escalada de violência e de mortes que estão ocorrendo nas ruas”.

Nesta quinta-feira: Moradores de rua são incendiados no Espírito Santo

“Já conversei com alguns governadores e meu pedido é que cada Estado conte com ao menos uma delegacia de referência, especializada, que se responsabilize pelo atendimento dos casos envolvendo a população de rua”, disse a ministra ao participar de reunião extraordinária do Comitê Intersetorial de Monitoramento da População em Situação de Rua, realizada hoje, em Brasília.

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Segundo a ministra, as delegacias especializadas não só contribuiriam para reduzir o número de casos insolúveis, como proporcionariam maior agilidade no atendimento às denúncias feitas ao serviço Disque 100, mantido pela secretaria. “Há um gargalo na rede de atendimento às denúncias. Se alguém telefonar para o serviço Disque 100 denunciando que alguém está prestes a colocar fogo em um morador de rua, a única resposta imediata que poderemos dar é acionar a polícia”, declarou a ministra.

“Uma delegacia de referência, com agentes treinados, é fundamental para atender as denúncias que recebemos no Disque 100 e para que a população de rua saiba a quem recorrer quando necessário".

O comitê iria se reunir no fim do mês, mas o encontro foi antecipado após um comerciante ter contratado um grupo de jovens para matar dois moradores de rua da região administrativa de Santa Maria (DF). Nesta madrugada, um novo caso de violência contra morador de rua foi registrado no Espírito Santo.

Segundo o Centro Nacional de Defesa dos Direitos Humanos da População em Situação de Rua e Catadores (CNDH), pelo menos 165 moradores de rua foram assassinados no Brasil entre abril de 2011 e a semana passada. Na maioria dos casos (113), a polícia não tem pistas dos criminosos.

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