General Marcos Edson Gonçalves Dias não compareceu à Câmara dos Deputados para falar sobre os atos de 8 de janeiro
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General Marcos Edson Gonçalves Dias não compareceu à Câmara dos Deputados para falar sobre os atos de 8 de janeiro

O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Marcos Edson Gonçalves Dias,  apresentou um atestado médico e não compareceu à audiência na Câmara dos Deputados desta quarta-feira (19) para falar sobre os  atos golpistas do dia 8 de janeiro. A sessão estava marcada para as 14 horas de hoje.

Mais conhecido como GDias, o general atuou no comando da segurança pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entre 2003 e 2009. À época, ele ficou conhecido como "sombra" do mandatário, já que estava ao lado dele todas as vezes que o petista precisava se deslocar, desde compromissos oficiais a atividades de lazer, como pescaria.

Após os dois primeiros mandatos de Lula à frente do Planalto, Dias foi chefe da Coordenadoria de Segurança Institucional da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) , período em que foi promovido ao posto de general.

Nas campanhas de Lula em busca do terceiro mandato, Dias voltou a dar apoio à equipe de segurança do presidente. 

A empresa de segurança do general foi contratada para auxiliar na montagem dos eventos que Lula participou ao redor do país.

No período de transição de governos, GDias foi indicado para integrar a equipe do grupo temático na área de inteligência estratégica.

Além disso, por ser militar, o general também é um dos conselheiros e interlocutores do mandatário junto às Forças Armadas.

Entenda o caso

Imagens das câmeras de segurança reveladas pela CNN Brasil  nesta quarta, mostram que no dia dos ataques aos prédios dos Três Poderes, em 8 de janeiro, Gonçalves Dias estava no local e chegou a orientar os responsáveis pelos atos a deixarem o Planalto.

Ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Gonçalves Dias
Reprodução / CNN Brasil - 19.04.2023
Ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Gonçalves Dias

Após a repercussão da gravação, o  GSI divulgou uma nota informando que o vídeo mostra o momento em que agentes tentavam evacuar os quarto e terceiro pisos do Palácio do Planalto, com o intuito de concentrar os golpistas no segundo andar.

O objetivo era "aguardar o reforço do pelotão de choque da PM/DF", quando foi efetuada a prisão dos manifestantes.

Também foi informado que as condutas dos agentes envolvidos nos ataques de 8 de janeiro estão sendo "apuradas", e que, se comprovadas irregularidades, os mesmos podem ser punidos.

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