Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
Ricardo Stuckert/PR
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não citou os ataque às sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro em  artigo divulgado neste domingo (9) sobre os 100 dias de governo, que serão completados amanhã (10/04). O mandatário fala em reconstrução,  união, e lista os programas já lançados até durante o período.

No texto, divulgado pelo Correio Braziliense, o presidente diz que priorizou "o que era inadiável" para reverter "um cenário estarrecedor" e criar "bases para um futuro melhor".

"Vivemos em um único país e precisamos da união de todos para reconstruí-lo. Nestes primeiros 100 dias de governo, trabalhamos incansavelmente para devolver dignidade e qualidade de vida ao povo brasileiro, em especial aos 33 milhões de vítimas da fome. O Bolsa Família voltou ainda mais forte, com valores adicionais para crianças e adolescentes. Mais de 21 milhões de famílias já receberam os novos benefícios", escreveu o petista.

Ele considera ainda que a reconstrução é necessária porque o país foi destruído pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) .

"Os problemas herdados eram tantos e em tantas frentes que o termo 'reconstrução' foi incorporado ao slogan do governo federal, precedido de outra palavra-chave: 'união'. Não existem dois Brasis, o Brasil de quem votou em mim e o Brasil de quem votou em outro candidato. Somos uma nação", afirmou Lula.

Os atos golpistas que ocorreram no dia 8 de janeiro , no entanto, não foram citados pelo presidente. O caso está sob investigação judicial.

Saiba como foi a invasão

A invasão ocorreu das 15h até às 18h20 do domingo de 8 de janeiro . Os extremistas marcharam até o Palácio do Planalto e se agruparam no local por 2 horas, quando enfim centenas furaram o bloqueio de poucos militares e em 10 minutos começaram a depredar o Congresso Nacional.

Às 15h30, a Polícia Militar do Distrito Federal tentou manter os golpistas lançando as primeiras bombas de gás. Flávio Dino se pronunciou 13 minutos depois, afirmando ser uma invasão absurda e pediu reforços.

Com pouca efetividade das Forças Armadas, os extremistas, às 15h50 invadiram então o Palácio do Planalto. Com a diferença de 10 minutos, os vândalos invadiram também a sede do Supremo Tribunal Federal, local mais depredado dos Três Poderes.

A Força Nacional, o reforço solicitado por Dino, chegou às 16h25 na Esplanada e tenta conter os milhares de golpistas. 

Até às 18h, horário dos últimos atos dos extremistas, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), demitiu o secretário de Segurança Pública, Anderson Torres, o procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu que a Procuradoria da República do Distrito Federal abrisse uma investigação contra os atos, o  presidente Lula decretou intervenção federal no Distrito Federal e nomeia  Ricardo Capelli como interventor da segurança do DF.

Às 18h20, os golpistas atearam fogo em frente ao Congresso Nacional. Ao mesmo tempo, a polícia do Distrito Federal começou a prender os radicias e retomar os prédios públicos.

Slogan de Temer

Lula conclui o artigo com o slogan "O Brasil voltou", que já foi usado pelo ex-presidente Michel Temer e adotado recentemente por membros das áreas ambientais e internacionais do governo.

"Nos 1.360 dias que temos pela frente, seguiremos firmes na reconstrução de um país mais desenvolvido, justo e soberano, com paz, harmonia e oportunidades para todos. O Brasil voltou", disse Lula.

Em resumo, a listagem feita pelo presidente a respeito dos feitos nesses 100 dias são:

Social: Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida, Programa de Aquisição de Alimentos.

Saúde: Recriação do Mais Médicos, lançamento do Movimento Nacional pela Vacinação e redução emergencial das filas do SUS.

Novos ministérios: Igualdade Racial, Mulheres, Cultura e Povos Indígenas.

Ambiente: Plano de Ação para Prevenção e Enfrentamento do Desmatamento na Amazônia Legal, combate ao genocídio do povo yanomami e ao garimpo ilegal.

Economia: Nova regra fiscal e ampliação do orçamento para infraestrutura.

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