O governador João Doria no segundo debate das prévias do PSDB, promovido pelo Estadão
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O governador João Doria no segundo debate das prévias do PSDB, promovido pelo Estadão


Candidato à terceira via na eleição de 2022, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), disse que quer estar "distante dos extremos" no próximo pleito. Ele disputa com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e o ex-prefeito de Manaus, Arthur Virgílio, o posto de representante do PSDB na eleição que se desenha para uma briga entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) .


"Eu quero estar distante dos extremos, eu não votei no [Fernando] Haddad, eu venci o Haddad", comentou ao ser lembrado de que apoiou a eleição de Bolsonaro em 2018. Na ocasião, o capitão venceu o petista Fernando Haddad, ex-prefeito da cidade de São Paulo que perdeu a reeleição para Doria, em 2016.


Hoje um dos principais adversários políticos de Bolsonaro, Doria diz que o presidente da República desapontou seus eleitores. "A decepção de alguém que traiu o voto de milhões de brasileiros. Hoje se tornou um genocida, negacionista, além de incompetente e formulador de rachadinha. Quero estar distante dos que formulam e advogam rachadinha e dos que formulam e advogam o Petrolão", frisou.

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A biografia de Bolsonaro é marcada por suspeitas e investigações em curso sobre supostos esquemas criminosos de devolução de salários. Já os governos petistas são marcados pelo escândalo de corrupção na Petrobras.



O tucano mencionou o assunto na tarde desta terça-feira (23), ao lado de Arthur Virgílio, em coletiva de imprensa sobre as prévias do PSDB . A  "desbolsonarização" do partido é um dos pleitos do ex-prefeito de Manaus, que lembrou ter votado em Haddad na contramão do caminho seguido por muitos de seus correligionários, a exemplo de Doria e Eduardo Leite.


Conclusão das prévias

Horas antes da coletiva dos dois candidatos, o  PSDB anunciou a contratação da Relata Soft para concluir a votação das Prévias até o fim de semana. A empresa é especialista em sistemas eleitorais e entra no processo após as equipes da Faurgs (Fundação de Apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul) não identificarem as falhas no aplicativo de votação, que impediram a conclusão do pleito no último domingo (21).

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