Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG)
Pedro Gontijo/Senado Federal
Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG)

líder do Congresso Nacional e presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), vem monitorando as convocações para manifestações no dia 7 de setembro em favor do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em entrevista ao jornal O Globo, ele diz respeitar os protestos populares, mas estar atento aos riscos de ruptura democrática que possam surgir, vindo das Forças Armadas, por exemplo, com quem revelou manter contato.

"São instituições maduras, com um patriotismo muito forte e com obediência absoluta ao estado democrático de direito. Nesta semana, estarei no comando da Aeronáutica novamente para conversar com os brigadeiros, a convite do Alto Comando da Aeronáutica. Tenho mantido esse contato constante com essas instituições e vejo nelas uma obrigação de defesa do Brasil. Nós não admitiremos qualquer retrocesso e tenho certeza que também esse será o papel das Forças Armadas", disse Pacheco.

Caso considere necessário, o líder do Congresso Nacional afirma ainda que poderá se pronunciar em defesa das instituições, como vem fazendo nos últimos meses. Na semana passada, ele  arquivou um pedido de pedido de impeachment apresentado por Bolsonaro contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF.

"Manifestações são próprias da democracia. Temos que respeitá-las, mas manifestações que tenham como objetivo retroceder a democracia, pretender intervenção militar ou a ruptura institucional ferindo a Constituição devem ser repelidas no campo das ideias", afirmou.

Sobre policiais militares estarem aderindo fortemente aos convites de participação dos atos no feriado de 7 de setembro,  mesmo contra regimentos internos, como no caso do Estado de São Paulo, Pacheco também comentou sua opinião.

"Se eu disser que conheço todas as Polícias Militares, vou estar mentindo, mas conheço algumas, em especial a de Minas Gerais e a de São Paulo. Sei que são corporações absolutamente conscientes, muito respeitadas pela sociedade, cumpridoras dos seus deveres e defensoras da democracia".

- Com informações do jornal O Globo.

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