Rodrigo Pacheco (DEM-MG), presidente do Senado
Pedro França/Agência Senado
Rodrigo Pacheco (DEM-MG), presidente do Senado

Com a crise entre os três poderes, integrantes do Palácio da Planalto, veem lendo as posturas do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), querendo "apagar o fogo", como sua forma de tentar se cacifar para as eleições presidenciais de 2022, como uma possível alternativa à atual polarização entre Jair Bolsonaro (sem partido) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). 

De acordo com a colunista de O Globo Bela Megale, governadores que estiveram com Pacheco nesta semana o descrevem como “candidatíssimo” ao posto.

Pacheco foi o primeiro chefe dos poderes a tentar marcar agenda solicitada pelos governadores. Ele também atuou para retomar o encontro entre ele, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, e o presidente da República.

Enquanto faz discursos apaziguadores e tenta agir em prol da pacificação entre Executivo, Judiciário e Legislativo, Pacheco também impôs derrotas duras ao presidente Jair Bolsonaro que o irritaram profundamente, segundo aliados.

A última derrota foi o arquivamento do pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do STF. Além disso, o presidente do Senado acatou com muita rapidez o pedido do ministro Luís Roberto Barroso para instalar a CPI da Covid, que vem desgastando o governo. 

Atualmente, o maior cabo eleitoral de Pacheco é o presidente do PSD, Gilberto Kassab, que tenta levá-lo para seu partido para disputar a presidência da República em 2022. Entretanto, o presidente do Senado deve adiar ao máximo o anúncio de sua eventual candidatura para não se expor por tanto tempo a críticas e ataques.

- Com informações da colunista Bela Megale, de O Globo.

    Veja Também

    Mais Recentes

      Comentários