Ex-presidente da Câmara, Rodrigo Maia
Agência Brasil
Ex-presidente da Câmara, Rodrigo Maia

O deputado federal e ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia condenou os ataques do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ao presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Luís Roberto Barroso.  Segundo Maia, Bolsonaro é "covarde" e não tem coragem de atacar o ministro do STF Alexandre de Moraes,  relator do inquérito que investiga o governo federal por atos antidemocráticos.

"[Bolsonaro] ataca o ministro Barroso e tem pouca coragem de atacar o ministro Moraes. [Isso] prova uma covardia dele, porque sabe que o ministro que relata os inquéritos das fake news, atos antidemocráticos, é o ministro Alexandre de Moraes... mostra que ele não é tão corajoso. É covarde e, no fundo, quer gerar uma instabilidade pra que alguém ataque ele com mais força, que seja no judiciário, no Congresso, pra ele tentar dar um contragolpe", declarou em entrevista à CNN Brasil nesta segunda-feira (9).

O parlamentar defendeu o atual modelo eleitoral e disse que não acredita que aliados do governo, entre eles o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), consigam construir uma saída para aprovar o voto impresso na Casa.  A votação no plenário ocorrerá amanhã (10).

"É preciso conhecer o regimento da casa... não acredito que existam emendas que ele possa fazer um substitutivo global pra fazer um texto intermediário, acho bem difícil, muito improvável", afirmou.

Durante a votação, t anques e blindados das Forças Armadas desfilarão na Esplanada dos Ministérios, com a participação do chefe do Executivo e do ministro da Defesa, general Braga Netto. Ao tocar no tema, Maia relacionou o desfile com o episódio que culminou na prisão do ex-presidente peruano, Alberto Fujimori.

"Eu lembro Fujimori. Ele fez um passeio com tanques e como terminou ele? Na cadeia. Então é bom que o presidente da República entenda que há limite na Constituição e naquilo que ele pode e deve fazer. Espero que as próprias Forças Armadas consigam recuar dessa decisão absurda de ameaçar o parlamento no dia da votação do voto impresso."

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