Marcelo Crivella, prefeito do Rio de Janeiro
Fabiano Rocha / Agência O Globo
Marcelo Crivella, prefeito do Rio de Janeiro

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (Republicanos),  foi preso na manhã desta terça-feira (22) em uma investigação conhecida como o QG da Propina , referente a um esquema de corrupção. Afastado do cargo , Crivella teve seu mandato marcado por polêmicas.

HQ censurada na Bienal

Crivella determinou que a história em quadrinhos "Vingadores: A cruzada das crianças" fosse recolhida da Bienal do Livro , no Riocentro, em setembro de 2019.

Em um vídeo publicado nas redes sociais, o prefeito afirmou que a HQ de super-heróis tem "conteúdo sexual para menores".

O caso gerou repercussão em todo país, com uma onda de protesto tanto no evento quanto na internet. A narrativa trazia apenas uma cena de beijo entre dois personagens do mesmo gênero.

'Fala com a Márcia'

A assessora Márcia da Rosa Pereira, lotada na Comlurb, ficou conhecida como alguém que poderia ajudar líderes evangélicos a conseguir operações de catarata por intermédio do prefeito.

O processo contra Crivella foi apelidado de "Café da comunhão", oferecido no Palácio da Cidade em 2018. Junto com outra ação do mesmo ano, a Procuradoria Regional Eleitoral no Rio de Janeiro pediu a inelegibilidade do prefeito até 2026, que foi aceita em 2020.

Quanto a isso, Crivella afirmou que iria recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) da decisão que o deixou inelegível.

'Moradores ocupam áreas de risco para gastar menos com cocô e xixi'

Crivella avaliou que as consequências das fortes chuvas em março poderiam ser reduzidas se as margens dos rios não fossem ocupadas, uma vez que as " pessoas gostam de morar ali perto porque gastam menos tubo para colocar cocô e xixi e ficar livre daquilo ".

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A declaração foi feita ao final de um vídeo publicado em sua página do Facebook.

O prefeito tinha recebido responsáveis por cada órgão, no Centro de Operações, para relatarem os efeitos das chuvas. Para ele, há "certas coisas que o cidadão precisa fazer por si mesmo". Esta fala também provocou indignação entre moradores.

'Guardiões' do Crivella

Cinco dias após o “RJTV 2”, da TV Globo, denunciar como funcionava o esquema do grupo “Guardiões do Crivella”, montado com funcionários da Prefeitura do Rio para atacar jornalistas, pacientes e parentes de pacientes,

Crivella confirmou que estava, sim, no grupo . Imagens mostram que um dos números na lista de integrantes é atribuído ao prefeito, que, de acordo com um denunciante, “acompanha no grupo os relatórios e, às vezes, escreve lá: ‘Parabéns! Isso aí!’”.

"Eu fui incluído nesse grupo, não postava, mas agradecia. Quando eu entrava, não via nada orquestrado contra a imprensa", afirmou.

O grupo “Guardiões do Crivella” é formado por servidores do município que recebem salários altos, pagos com dinheiro púbico, para criar confusão na entrada de unidades de saúde e inviabilizar denúncias. O objetivo é coibir reclamações sobre irregularidades e atendimento .

Último debate com troca de acusações entre Paes e Crivella e 'Zé Pilintra'

O debate promovido pela TV Globo entre os então candidatos a prefeito do Rio foi marcado pelo tom repetitivo  entre o atual prefeito e o ex-prefeito Eduardo Paes (DEM) , que acabou vencendo a disputa.

Crivella insistiu em fazer acusações de corrupção relacionadas à gestão de Paes que deram o tom de sua campanha. Paes variou entre responder os ataques e lamentar que o candidato à reeleição não tratasse de propostas.

A derrota de Crivella nas eleições municipais de 2020 repercutiu nas redes sociais com memes referentes ao bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus. Logo após Paes ser decretado vencedor, as postagens tomaram a web, principalmente com um personagem que foi bem citado pelo atual prefeito nos últimos dias: Zé Pilintra .

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