O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao lado do vice-presidente J.D. Vance
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao lado do vice-presidente J.D. Vance

O vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance (Republicanos), foi o primeiro integrante do alto escalão do Governo dos Estados Unidos a mencionar publicamente o petróleo como uma das razões da ofensiva contra a Venezuela. A declaração foi feita em uma publicação nas redes sociais, na qual ele afirmou que o presidente Donald Trump (Republicanos) deixou claro que o tráfico de drogas precisava ser interrompido e que o “petróleo roubado” deveria ser devolvido.

A fala representa a manifestação mais explícita, até o momento, de uma autoridade dos Estados Unidos ligando diretamente a ação militar aos recursos energéticos venezuelanos. Até então, integrantes do governo estadunidense vinham se limitando a justificar a ofensiva com argumentos de segurança, combate ao narcotráfico e defesa da ordem internacional.

Post de J.D. Vance
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Post de J.D. Vance


Maduro já alertava para interesse dos EUA em entrevista no dia 1º

No dia 1º de janeiro (01), antes do agravamento do conflito, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro (PSUV), capturado pelo governo americano na manhã deste sábado (03), já havia demonstrado preocupação com o que classificou como “ intenções dos Estados Unidos sobre as riquezas do país”.

Em entrevista à televisão estatal venezuelana, Maduro afirmou que Washington mantém interesse direto nos recursos naturais da Venezuela, especialmente no petróleo, e relacionou esse fator à pressão política e econômica exercida contra seu governo. Na ocasião, ele disse que o país vinha sendo alvo de sanções e ameaças justamente por causa de suas reservas estratégicas.

O presidente venezuelano também declarou, durante a entrevista, que estava disposto ao diálogo, mas ressaltou que qualquer negociação deveria respeitar a soberania do Estado venezuelano.

Trump já falava em petróleo da Venezuela desde a campanha

O discurso que associa a Venezuela ao petróleo não é novo no entorno do presidente Donald Trump (Republicanos). Ainda durante a campanha presidencial, Trump fez declarações públicas criticando a política do então presidente Joe Biden (Democratas) em relação ao setor energético venezuelano.

Na época, Trump afirmou que, durante seu mandato anterior, a Venezuela estava próxima de um colapso econômico e que os Estados Unidos não deveriam comprar petróleo do país nem aliviar sanções. Segundo ele, qualquer flexibilização permitiria ao governo venezuelano se sustentar financeiramente.


Por que os EUA dizem que o petróleo da Venezuela é “roubado”

Antes da nacionalização do setor petrolífero, empresas dos Estados Unidos estavam entre as principais responsáveis pela exploração do petróleo venezuelano. Com a estatização, essas companhias perderam concessões e ativos, o que deu origem a disputas e alegações de expropriação.

Somado a isso, Washington não reconhece o governo de Nicolás Maduro como legítimo e, por esse motivo, autoridades dos Estados Unidos passaram a classificar as atuais receitas do petróleo venezuelano como “roubadas”. Trata-se de uma interpretação política adotada pelo Governo dos Estados Unidos, usada como base para sanções e pressões internacionais.

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