Imagens mostram momento em que segurança do Capitólio atira em uma manifestante
Reprodução/redes sociais
Imagens mostram momento em que segurança do Capitólio atira em uma manifestante

Circula na internet um vídeo que supostamente mostra o momento exato em que uma mulher foi baleada pela polícia do Capitólio na quarta-feira (6), quando defensores do presidente Donald Trump invadiram o prédio para tentar bloquear a sessão conjunta do Congresso que confirmou a vitória do presidente eleito, Joe Biden. A plenária foi o último momento antes da posse de Biden, em 13 dias

A mulher baleada , uma veterana das Forças Armadas, foi identificada pela imprensa americana como Ashit Babbitt , moradora de São Diego, no sul da Califórnia . Na madrugada de quarta para quinta-feira, o chefe da polícia da capital, Robert Contee, confirmou que ela foi baleada por um policial do Capitólio.

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Segundo as imagens que circulam na internet, o tiro teria sido disparado por um policial que, do outro lado de uma porta com vidraças quebradas e protegida por uma barricada, tentava impedir que manifestantes adentrassem ainda mais no prédio. A mulher, que estava acompanhada de outros invasores, aparentemente estava desarmada e foi baleada na parte superior do corpo. É possível ver sangue saindo da sua boca.

O vídeo é cortado antes que ela seja resgatada, mas os policiais ao seu redor aparentemente se mobilizavam para fazê-lo. Câmeras do canal NBC News capturaram o momento em que ela foi retirada do prédio em uma maca, amparada por paramédicos e escoltada por policiais. Segundo a polícia, ela foi declarada morta no hospital.

Defensora ferrenha do presidente , Babbitt teria viajado sozinha para a capital para se juntar ao ato. Há semanas,  Trump convocava seus apoiadores, baseando-se nas alegações falsas de fraude, para ir para Washington na quarta-feira, chegando a afirmar que seria um dia "selvagem".

"Policiais do Capitólio os enfrentaram e, em um certo momento, um deles fez uso de sua arma de serviço", disse o chefe de polícia Robert Contee, afirmando que uma investigação foi aberta para apurar o "trágico acontecimento".

Além de Babbitt, outras três pessoas, uma mulher e dois homens, morreram nos arredores do Capitólio , "por emergências médicas" distintas. Ele não especificou, no entanto, se eram invasores ou quais foram as circunstâncias das mortes.

Segundo a rede de televisão KUSI, que supostamente entrevistou o marido de Babbitt , a mulher serviu quatro missões com a Força Aérea. Ele a descreveu como uma "grande seguidora do presidente Trump ".

"Realmente não sei porque ela decidiu fazer isso", sua sogra teria dito ao canal Fox 5.

Em sua conta no Twitter, onde se identificava como libertária, Babbitt havia recentemente compartilhado várias mensagens de outras pessoas que viajariam à Washington respondendo a convocação de Trump. Na terça, respondendo a um usuário cujo voo havia sido cancelado, ela disse:

"Nada vai nos impedir (...) Eles podem tentar, tentar e tentar, mas a tempestade está aqui e vai cair sobre [Washington] DC em menos de 24 horas (...) Das trevas à luz".

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