
Os ferroviários das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) se reuniram em nova assembleia, no fim da tarde desta terça-feira (4), e decidiram manter a greve que é conduzida pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil (STEFZCB).
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Funcionários dos três ramais aprovaram o início da paralisação em assembleia realizada na noite da segunda-feira (3). A categoria rejeitou a proposta apresentada pelo Governo de São Paulo durante as negociações e anunciou greve.
As linhas 11 e 12 operaram parcialmente durante todo o dia, enquanto a Linha 13 e o Expresso não operaram. As linhas atendem à Zona Leste, região mais extensa e populosa da cidade, à cidade de Guarulhos e a outras cidades da região do ABC Paulista.
A mobilização pede garantia de emprego para 4 mil trabalhadores e a reversão da concessão das mesmas linhas, que foram privatizadas. A concessão foi efetivada em julho, mas problemas como sucessivos atrasos e um incêndio em um trem levaram o governo estadual a retomar, por 90 dias, a operação das linhas, que estava com a empresa Trivia.
A CPTM e o governo estadual afirmam que, durante uma reunião realizada nesta segunda-feira com representantes do sindicato, antes da deflagração da greve, foi reforçado o compromisso com a preservação dos postos de trabalho e com a análise de propostas de interesse dos trabalhadores.
Diante da deflagração da greve, a CPTM acionou o Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que determinou a operação de 80% do efetivo nos horários de pico e de 60% nos demais períodos, sob pena de aplicação de multa diária de R$ 400 mil ao sindicato em caso de descumprimento.
Reflexo
Segundo a gestão estadual, o movimento prejudica quase 1 milhão de passageiros que utilizam diariamente as três linhas.
No início da noite, por volta das 18h30, foram registrados 800 quilômetros de lentidão no trânsito por conta da deficiência no transporte público, marca acima dos 724 quilômetros de congestionamentos registrados no período da manhã.
De acordo com a CET, o recorde da manhã em 2026 aconteceu em 12 de março, às 8 horas, com 1.059 km. Historicamente, o recorde do pico da manhã é de 1.225 km registrados em 10 de março de 2020.

A Prefeitura da capital também suspendeu o rodízio municipal de veículos e a Polícia Militar reforçou o policiamento no entorno das estações ferroviárias, terminais de transporte e demais locais de grande circulação de pessoas. O policiamento de trânsito também foi intensificado para contribuir com a fluidez viária nas regiões impactadas.
A suspensão do rodízio foi mantida no decorrer do dia e, à tarde, a CPTM iniciou a operação parcial da Linha 13-Jade entre as estações Aeroporto-Guarulhos e Engenheiro Goulart, com atendimento feito por um trem.
De acordo com a nota divulgada no fim da tarde pelo governo estadual, com a operação parcial nos três ramais, 15 trens estão atendendo à demanda de passageiros na Linha 11 e outros quatro na 12, além do trem que iniciou a circulação na Linha 13.
Nos horários de pico em condições normais, os passageiros da Linha 11 teriam 31 trens à disposição, enquanto outras 24 composições estariam à disposição na Linha 12 e cinco na Linha 13.
Ainda para mitigar os impactos, o Governo de São Paulo anunciou a implementação, desde as 4h da madrugada, de um plano de contingência no transporte sobre trilhos por meio da CPTM, do Metrô e da Agência Reguladora de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp). Entre as medidas de contingência, a CPTM priorizou o atendimento nos trechos de maior demanda.
O Metrô também reforçou o efetivo de funcionários nas estações Itaquera, Tatuapé, Brás e Barra Funda (estações de integração), além de outras de maior demanda, para orientar e auxiliar na organização do fluxo.