Hidrômetro furtado
Divulgação/ Sabesp
Hidrômetro furtado

Os furtos de hidrômetros estão se tornando cada vez mais comuns para moradores da Grande São Paulo. Só na cidade de São Paulo, foram 10.206 hidrômetros furtados no primeiro semestre de 2026, um aumento de 58,3% quando comparado aos 6.447 casos do mesmo período de 2025. São 3.759 ocorrências a mais em apenas seis meses.

O problema vai além da capital. Em 180 dos 376 municípios atendidos pela  Sabesp no estado, foram contabilizados 23.724 equipamentos furtados no semestre, uma alta de 74,7% na comparação com o ano anterior.

Região Metropolitana

Municípios da Região Metropolitana de São Paulo também mostram a alta nas ocorrências. Em Guarulhos, os registros passaram de 738 para 1.068 (aumento de 44,7%). Em Osasco, foram de 216 para 874 casos, um salto de 304,6%. Santo André teve aumento mais discreto, de 797 para 845 ocorrências (6%), mas continua entre as cidades com mais casos.

O crescimento mais expressivo aparece em Barueri, onde os furtos saíram de 45 para 400, alta de 788%. Em São Bernardo do Campo, o número subiu de 116 para 482, avanço de 315,5%.

A retirada ilegal do equipamento pode interromper a medição do consumo, provocar vazamentos, desperdiçar água tratada, danificar a instalação hidráulica do imóvel e afetar o abastecimento.


O que fazer se o hidrômetro for furtado

Em caso de roubo, a Sabesp recomenda que o primeiro passo deve ser o registro de um Boletim de Ocorrência (BO). Em seguida, o morador deve avisar a distribuidora pelos canais oficiais e pedir a reinstalação.

Quem apresenta o BO tem direito à substituição gratuita. Sem o documento, o cliente pode ter de pagar pelo novo equipamento, conforme regulamentação da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp). O prazo regulatório para a reposição é de até 48 horas, mas a empresa afirma fazer o serviço em prazo menor.

Enquanto o imóvel estiver sem hidrômetro, a cobrança é calculada pela média de consumo anterior ao furto. Depois da instalação do novo aparelho, o faturamento volta a refletir o consumo real.

A orientação da Sabesp é redobrar a atenção a movimentações suspeitas perto das casas e dos prédios e, sempre que possível, os moradores devem acionar a Polícia Militar pelo 190 e repassar informações ou imagens de câmeras de segurança que ajudem a identificar os responsáveis.

A Sabesp afirma que também é vítima desse tipo de crime e mantém atuação conjunta com as forças de segurança, compartilhando informações para a responsabilização dos criminosos. Segundo a companhia, a participação da comunidade é fundamental para reduzir os prejuízos à população e evitar o desperdício de água tratada.

Ranking de furtos na Grande São Paulo (1º semestre de 2026)

  1. São Paulo: 10.206
  2. Guarulhos: 1.068
  3. Osasco: 974
  4. Santo André: 845
  5. Carapicuíba: 734
  6. Santana de Parnaíba: 550
  7. São Bernardo do Campo: 482
  8. Barueri: 400
  9. Cotia: 392
  10. Taboão da Serra: 370
  11. Itapevi: 354
  12. Diadema: 345
  13. Embu das Artes: 251
  14. Itaquaquecetuba: 239
  15. Itapecerica da Serra: 222
  16. Suzano: 180
  17. Jandira: 150
  18. Caieiras: 141
  19. Ferraz de Vasconcelos: 140
  20. Franco da Rocha: 98
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