
A varejista Havan divulgou imagens de câmeras de monitoramento instaladas na unidade da Natal (RN), que mostram o momento em que um homem pichou a base da réplica da Estátua da Liberdade, um dos símbolos da rede, na madrugada da última terça-feira (13).
A ação, segundo as imagens, durou menos de um minuto. Assista:
Nas imagens, é possível ver quando o homem chega, se dirige à base da estátua e começa a pichar. Ele escreveu a frase "sem anistia Lula 13". Em seguida, saiu correndo.
Em nota divulgada à imprensa, já no dia seguinte, o empresário Luciano Hang, dono da Havan, divulgou um 0800 e criticou o ato de vandalismo.
Em nota, Hang afirmou ser um “típico comportamento da esquerda”.
“Enquanto uns sujam e destroem, outros precisam limpar e consertar. Quem defende a ordem, a limpeza e o respeito, não pode aceitar que atos como esses fiquem impunes. Olha o que aconteceu na avenida Paulista, com a depredação e a pichação de uma estação de metrô. Esse tipo de atitude só espalha o caos e terror”, disse o empresário, que é apoiador da família Bolsonaro, associando o ato de vandalismo na sua loja a um episódio registrado após as manifestações em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na avenida Paulista, em São Paulo, no último domingo (11).
Ele se referiu a uma imagem compartilhada no canal oficial da campanha do candidato Flávio Bolsonaro (PL) no WhatsApp, de uma trabalhadora negra limpando as pichações contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. A informação, porém, foi apontada como falsa pela agência de checagem Lupa, que constatou uso de IA na criação da imagem.
Luciano Hang ainda pediu a ajuda da população para identificar o responsável pela pichação e oferece uma recompensa de R$ 10 mil para quem fornecer informações que levem à sua identificação.
Até o momento, não há informações sobre o suspeito.
Casos anteriores
Mas não é a primeira vez que lojas ou símbolos associados à Havan são alvo de pichações ou outros atos de vandalismo, nem a primeira ocasião em que Hang oferece recompensas e defende o endurecimento das punições.
Além da unidade da rede pichada em Chapecó (SC), réplicas da Estátua da Liberdade foram incendiadas em cidades como São Carlos (SP), Porto Velho (RO) e Petrolina (PE) nos últimos anos.